€ 6,33 bilhões

Richemont supera projeções com alta de 20% nas vendas e confirma força das joias no mercado de luxo

Por Redação - Em 15/07/2026 às 12:27 PM

Cartier Shopping Cidade Jardim

O principal motor do desempenho foi a divisão de joias, responsável pelas marcas Cartier, Van Cleef & Arpels, Buccellati e Vhernier

A Richemont, grupo suíço proprietário de marcas como Cartier, Van Cleef & Arpels e Montblanc, começou o novo ano fiscal acima das expectativas do mercado. O crescimento de dois dígitos nas vendas do trimestre foi impulsionado pela forte demanda por joias nas Américas e na Ásia, reforçando a resiliência do segmento em um momento de recuperação gradual da indústria global do luxo.

A Richemont registrou vendas de € 6,33 bilhões no trimestre encerrado em junho, avanço de 20% em moedas constantes em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou com folga a expectativa média dos analistas, que projetavam crescimento de aproximadamente 11%, segundo consenso compilado pela Visible Alpha.

O principal motor do desempenho foi a divisão de joias, responsável pelas marcas Cartier, Van Cleef & Arpels, Buccellati e Vhernier. As vendas da unidade avançaram 24%, refletindo a continuidade da procura por peças de alto valor agregado entre consumidores de alta renda, especialmente nos mercados americano e asiático. Os dados foram divulgados pela própria Richemont.

O segmento de relojoaria especializada também apresentou evolução, com crescimento de 8% nas vendas, beneficiando marcas como Piaget, IWC e Jaeger-LeCoultre. O resultado mostra que, apesar do ambiente macroeconômico ainda desafiador, a companhia conseguiu ampliar receitas em diferentes categorias do portfólio.

Regionalmente, as Américas lideraram o desempenho, com expansão de 27% nas vendas, enquanto a Ásia-Pacífico registrou alta de 21%, incluindo melhora em mercados que vinham apresentando recuperação mais lenta, como a China. A Europa também manteve crescimento consistente, e o Oriente Médio voltou a registrar avanço, sustentado pelo consumo local mesmo após as tensões geopolíticas que afetaram o turismo na região.

Os resultados reforçam a posição diferenciada da Richemont dentro da indústria do luxo. Enquanto grupos mais expostos a categorias como moda e artigos de couro enfrentam uma demanda mais moderada, a companhia continua se beneficiando do desempenho das joias, segmento que combina forte valor simbólico, escassez e menor sensibilidade às oscilações econômicas.

A reação do mercado foi imediata. As ações da Richemont avançaram cerca de 8% nas negociações pré-abertura da Bolsa da Suíça após a divulgação dos números, movimento que também impulsionou o desempenho de outras empresas europeias do setor de luxo.

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