Bora investir?

Seguro morreu de velho

Por Ana Cristina Cavalcante - Em 23 de novembro de 2021

A sabedoria dos ditados populares…

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Crédito: Divulgação

Um ditado popular diz muito sobre o mercado financeiro. O Brasil é um país sem poupança interna. Isto quer dizer mais ou menos o seguinte: os rentistas, as pessoas que vivem apenas de seus rendimentos em aplicações financeiras, não somam recursos suficientes para dar ao país o status de nação robusta em recursos resguardados. Vale uma explicação rápida.  Em economia, a poupança doméstica de um país é a soma da poupança privada privada – ou seja, das empresas e das famílias – somada à poupança do governo. Já a poupança do governo corresponde ao superávit nominal mais o orçamento da União. Em português: tudo o que sobra depois de todos gastarem com suas necessidades, pagarem suas dívidas e consumirem é Poupança. Para a economia de uma país, este é o instrumento que permite que o Governo Federal faça investimentos internos e externos. O Brasil tem um problema crônico de poupança interna. As famílias, grande motor da economia com sua necessidade permanente de atendimento de demandas, não geram poupança. Porque seus salários ou renda mensal não são suficientes para tal. Os grandes rentistas são uma elite muito pequena e aplicam fora do país. Alguns, em paraísos fiscais. Tema para outro dia.

 

Segurança? Fundos Imobiliários.

Imagine um condomínio. Você paga as cotas e esses recursos serão usados para a manutenção do seu imóvel e para fazer uma reserva em casos de emergências. Mais ou menos assim, sãs os Fundos Imobiliários. Papéis constituídos sob a forma de condomínio fechado, em que não é permitido ao investidor resgatar as cotas. Diferente do que acontece com a renda fixa.  São administrados por um gestor e um administrador. Eles investem em ativos imobiliários, classes e perfis. Os produtos mais comuns são as lajes corporativas, shopping centers, galpões logísticos, empreendimentos residenciais, hospitais. Entre muitos outros.  Na outra ponta, os investidores podem optar por comprar ativos de dívida imobiliária, como LCI e CRI. Em síntese e mais objetivamente, fundos imobiliários são uma espécie de ajuntamento de recursos destinados à aplicação em ativos… imobiliários. Quem opta por eles, faz aportes de recursos no fundo. Que, por sua vez, por meio de seus gestor e administrador, adquire um ou mais ativos imobiliários. A vantagem?  Rendimentos proporcionados pelo ativo, seja pelo seu aluguel, comercialização ou mesmo pagamento de juros. That simple!

Melhor comprar uma casa?

 

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Crédito: Divulgação

Não! Se o se o objetivo é investir o seu dinheiro, protegê-lo da depreciação que o real vem sofrendo  e prover o seu futuro, o melhor caminho não é comprar um imóvel e, quem sabe, alugá-lo. O principal argumento para aplicar seu dinheiro  em  fundos imobiliários é a possibilidade de reinvestimento imediato dos rendimentos. Isto potencializa o efeito dos juros compostos. Sabe juro sobre juros? Progressão geométrica?  Comprar imóveis chega no máximo à renda mensal fixa do aluguel. A questão é que seu aluguel dificilmente poderá ser reaplicado na compra de novos imóveis por conta do baixo valor. Muito menos, cobre custos de manutenção do seu patrimônio que é físico e sofre deterioração. Nos fundos imobiliários, mesmo que o investidor receba rendimentos na ordem de R$ 10,00 mensais já será possível reinvestir em mais cotas de outros fundos. Ok? Batata frita?

 

Risco com cálculo

 

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Crédito: Divulgação

Faz parte da personalidade de cada um. Correr risco; ser cauteloso. Ou ficar entre um e outro. No muro. Será que não está aí o ponto de equilíbrio? Os bons investidores são sagazes. Correm riscos calculados. Não fazem apostas sem lastro.  Ontem, a coluna mencionou uma modalidade. Os ETFs, abreviação para Exchange Traded Funds: fundos de investimentos de índices, também chamados de fundos negociados na Bolsa de Valores. Ótimas opções para quem está começando a investir ou para quem quiser diversificar sem tanto risco. De acordo com a XP, dentre os ETFs Trend, três se destacam com as melhores rentabilidades no acumulado do ano. O Trend Bolsa Americana Alavancado, com rentabilidade de 42,03%, até o momento em 2021. O Imobiliário Americano FIM com valorização de 26,25%. E, at last and at least, o Bolsa Americana Dólar FIA, com rentabilidade de 22,09%. Percebam que os três estão expostos a ativos do mercado externo. Enfim, quer ir para o risco? Vai devagarinho. Os ETFs são uma forma de ter acesso a carteira diversificada com aporte em um único código de negociação. Fica a dica.

 

Um minutinho da sua atenção!

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Crédito: O Especialista

Hoje, uma das tarefas mais difíceis que os humanos enfrentam é a sua relação com o dinheiro. E esse cenário só acontece porque não fomos preparados para lidar com ele. Poupar, aprender a investir, fazer negociações, precificar nosso trabalho… Todas missões impossíveis. Ou quase. Por isso, a cada dia torna-se mais importante educar para o mercado. E, como não se aprende nada do dia para noite e muito menos em tutoriais de tiktok (com todo respeito), é preciso começar a pensar na Educação Financeira como uma lição que se aprende na escola. Desde cedo.  A tarefa do educador financeiro é relevante. Tal e qual a de um pedagogo que alfabetiza uma criança. Precisamos, como indivíduos e como nação, pensar a gestão dos nossos recursos. Para acumular? Jamais! Para distribuir. Economia grande é economia com igualdade social!

 

 

 

 

 

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