RADAR DA ABRAPE
Setor de eventos tem consumo recorde de R$ 25,3 bi e impulsiona a economia
Por Marcelo Cabral - Em 02/04/2026 às 3:20 PM
O setor de eventos, cultura e entretenimento iniciou 2026 em forte expansão, alcançando o maior nível de consumo da série histórica e consolidando sua relevância na economia nacional. De acordo com o Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), com base em dados do IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal (RF), o consumo no setor de recreação somou R$ 25,33 bilhões no primeiro bimestre – representando o maior valor desde o início da série histórica, em 2019.

Eventos culturais e recreativos têm registrado forte expansão no Brasil Foto: Douglas Filho/Portal IN
O resultado reforça a expansão contínua da demanda por atividades ligadas à cultura e ao entretenimento, posicionando o setor em um patamar superior ao período pré-pandemia. A estimativa considera o peso do segmento no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a massa de rendimento real da população, conforme a PNAD Contínua.
Para Doreni Caramori Júnior, os números destacam a força do segmento. “Os dados confirmam que o consumo das famílias nas atividades de recreação e entretenimento permanece forte. Mesmo com todos os impactos causados pela pandemia, quando ficamos totalmente paralisados, o setor de eventos se consolidou como um vetor relevante da retomada da economia brasileira, com impacto direto sobre renda, emprego e uma ampla cadeia de serviços”, afirma.
Empregos em alta
Além do consumo, o mercado de trabalho também acompanha o crescimento do setor. Dados do Caged e da Rais mostram que o estoque de empregos formais atingiu 205.538 vínculos em fevereiro deste ano. Em 2019, esse número era de 111.401 trabalhadores, o que representa um aumento de 84,5% – equivalente a mais de 94 mil novos postos formais. Todos os segmentos do setor operam, hoje, acima dos níveis pré-pandemia.
O maior destaque foi a organização de eventos, com expansão de 149,1% no número de empregos. Também registraram avanços relevantes as atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental (64,5%), atividades artísticas e espetáculos (58%), eventos esportivos (52%) e recreação e lazer (21,9%).
Apesar do saldo positivo no primeiro bimestre, o ritmo de crescimento apresenta uma leve acomodação em relação à forte expansão observada ao longo de 2025, indicando um movimento de estabilização após o ciclo acelerado de retomada. Ainda assim, o setor se consolida como um dos principais motores da economia criativa no Brasil, com impacto direto na geração de renda, empregos e dinamização de cadeias produtivas. O estudo completo está disponível neste link.
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