"ALGUMA DOR"
Trump defende novas tarifas e alerta para impactos econômicos nos EUA
Por Redação - Em 02/02/2025 às 8:56 PM

Trump mencionou em suas redes sociais que os Estados Unidos devem US$ 36 trilhões e que não tolerariam mais ser o “país estúpido”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, neste domingo (2), que as tarifas impostas por seu governo ao México, Canadá e China podem causar “alguma dor” aos norte-americanos. Ele, no entanto, manteve sua posição sobre a necessidade dessas medidas para corrigir déficits comerciais. Em defesa de sua decisão, Trump mencionou em suas redes sociais que os Estados Unidos devem US$ 36 trilhões e que não tolerariam mais ser o “país estúpido”, prometendo que esta seria “a era de ouro dos Estados Unidos”.
As tarifas de 25% sobre as importações do México e Canadá, e 10% sobre produtos chineses, prometem afetar significativamente as economias dos três países, tradicionalmente integradas por acordos de livre comércio. Como resposta, México e Canadá anunciaram medidas retaliatórias, enquanto a China indicou que contestará as tarifas na Organização Mundial do Comércio (OMC) e tomará ações adicionais, sem detalhes específicos.
Economistas alertam que as tarifas podem ter um impacto negativo na economia dos EUA, reduzindo o crescimento em até 1,5 ponto percentual em 2025, além de possivelmente levar o Canadá e o México à recessão. A imposição de tarifas também pode resultar em “estagflação” nos Estados Unidos, caracterizada por inflação elevada, crescimento estagnado e aumento do desemprego.
As medidas tarifárias, previstas para entrar em vigor na terça-feira (4), são uma continuidade das promessas de Trump feitas durante sua campanha presidencial de 2024. Trump justifica a ação com a urgência de combater questões como a imigração ilegal e o tráfico de fentanil, opioide que ele considera uma emergência nacional.
Por outro lado, analistas financeiros e políticos manifestaram esperança de que ainda seja possível evitar um prolongado conflito comercial. A embaixadora do Canadá nos EUA, Kirsten Hillman, demonstrou otimismo quanto a um possível acordo, enquanto as autoridades chinesas mantêm as portas abertas para negociações, especialmente sobre o problema do fentanil.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada recentemente mostrou que a opinião pública nos EUA está dividida quanto às tarifas, com 54% contra as novas taxas e 43% a favor. Entre os partidários do Partido Republicano, há maior apoio à política de Trump.
Os efeitos das novas tarifas serão sentidos especialmente nos mercados financeiros a partir de segunda-feira (3), e analistas indicam que, apesar das incertezas, ainda há uma possibilidade de negociações de última hora com o Canadá e a China. A União Europeia, que ainda não foi diretamente afetada pelas novas tarifas, também se prepara para responder firmemente caso medidas semelhantes sejam adotadas em relação aos seus produtos.
A imposição dessas tarifas reflete uma mudança significativa na política comercial dos Estados Unidos, com possíveis repercussões não apenas no comércio internacional, mas também na dinâmica econômica global.
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