POLÍTICA COMERCIAL
Trump eleva tarifa global para 15% após derrota na Suprema Corte dos EUA
Por Redação - Em 21/02/2026 às 11:31 PM

A política tarifária faz parte da agenda econômica de Trump, que visa restringir importações e proteger indústrias domésticas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (21) que elevará a tarifa global de importações para 15%, uma escalada significativa na política comercial do país que pode afetar o comércio mundial. A decisão foi informada logo após a Suprema Corte dos EUA invalidar o formato anterior da tarifa, que havia sido recentemente fixado em 10%.
Trump havia proposto inicialmente uma tarifa global de 10% aos países parceiros, após a Suprema Corte derrubar medidas anteriores, mas agora decidiu aumentar o percentual para 15%, o teto permitido por uma lei federal específica — a Seção 122 da Trade Act de 1974 — que autoriza esse nível por até 150 dias sem aprovação do Congresso.
O anúncio ocorre em meio a um cenário de incerteza jurídica e tensões comerciais. a Corte Suprema decidiu por 6 votos a 3 que Trump havia extrapolado seus poderes ao impor tarifas amplas sob outra lei de emergência.
A mudança gerou reações imediatas no exterior. A União Europeia convocou uma reunião de emergência para discutir os impactos da tarifa de 15% e solicitar “clareza” sobre os próximos passos dos Estados Unidos.
Autoridades de países parceiros, incluindo integrantes do governo brasileiro, afirmaram que ainda é cedo para prever todos os efeitos econômicos da medida, mas ressaltaram que o Brasil buscará manter o diálogo com Washington nas próximas semanas. Destacam ainda que o anúncio foi feito enquanto parte da equipe brasileira estava em viagem oficial à Ásia, o que pode influenciar o ritmo das negociações.
Especialistas alertam que o aumento para 15% pode elevar o custo de produtos importados nos Estados Unidos, pressionando consumidores e cadeias produtivas e potencialmente desencadeando retaliações comerciais de parceiros. A União Europeia, por exemplo, já indicou que conta com instrumentos para retaliar medidas tarifárias consideradas injustas.
A política tarifária faz parte da agenda econômica de Trump, que visa restringir importações e proteger indústrias domésticas, mas também é vista por críticos como um fator de aumento de tensões comerciais globais, com possível impacto em cadeias de suprimentos e preços de bens importados.
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