AGROPECUÁRIA
UE pressiona Brasil por novas garantias sanitárias e coloca em risco US$ 1,8 bilhão em exportações de proteínas
Por Redação - Em 13/05/2026 às 1:18 PM

O governo brasileiro terá cerca de duas semanas para responder aos questionamentos e tentar reverter sua exclusão da lista de fornecedores autorizados de produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026
O Brasil entrou em contagem regressiva para preservar um mercado de aproximadamente US$ 1,8 bilhão por ano em exportações de proteínas animais para a União Europeia após o bloco anunciar que enviará uma nova lista de exigências sanitárias ao país. O governo brasileiro terá cerca de duas semanas para responder aos questionamentos e tentar reverter sua exclusão da lista de fornecedores autorizados de produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026.
A decisão europeia está ligada ao Regulamento (UE) 2019/6, que endurece regras sobre o uso de antimicrobianos na produção pecuária. O Brasil precisará apresentar garantias adicionais de rastreabilidade, segregação produtiva e comprovação de que substâncias antimicrobianas não são utilizadas para promoção de crescimento animal nas cadeias destinadas ao mercado europeu. A medida afeta carnes, ovos, mel e outros produtos de origem animal.
Segundo o Ministério da Agricultura, as exigências serão detalhadas por tipo de proteína, o que pode permitir respostas técnicas específicas para diferentes cadeias produtivas. A avaliação do governo é de que o processo pode ser resolvido por documentação complementar, sem necessidade imediata de nova auditoria sanitária europeia. Ainda assim, o episódio adiciona pressão sobre um setor estratégico para o agronegócio brasileiro em um momento de ampliação das relações comerciais entre Mercosul e União Europeia.
O impacto potencial é relevante porque a União Europeia representa um destino de alto valor agregado para proteínas brasileiras, especialmente carne bovina. A exclusão temporária também ocorre em um cenário de crescente rigor regulatório internacional, no qual critérios sanitários e ambientais vêm ganhando peso semelhante ao das tarifas tradicionais.
Agora, a estratégia brasileira combina diplomacia e defesa técnica para evitar perdas comerciais e recuperar rapidamente o acesso pleno ao bloco europeu, preservando uma fatia bilionária das exportações e reduzindo riscos para frigoríficos e cadeias exportadoras nacionais.
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