Turismo verde

Unidades de conservação federais atraem 28,5 milhões de visitantes e movimentam bilhões na economia brasileira

Por Redação - Em 18/05/2026 às 11:20 AM

Unidades De Conservação Federais Atraem 28,5 Milhões De Visitantes E Movimentam Bilhões Na Economia Brasileira

O avanço da visitação reforçou o peso econômico do turismo de natureza. Apenas os parques nacionais movimentaram R$ 21,6 bilhões em vendas ao longo do ano e sustentaram 219,6 mil empregos

As unidades de conservação federais brasileiras registraram, em 2025, um recorde histórico de 28,5 milhões de visitas, consolidando-se não apenas como polos ambientais, mas como vetores econômicos relevantes para turismo, emprego e geração de renda no país. O volume supera os 12,5 milhões de visitas aos parques nacionais no ano anterior, com os parques somando sozinhos 13,6 milhões de entradas.

O avanço da visitação reforçou o peso econômico do turismo de natureza. Apenas os parques nacionais movimentaram R$ 21,6 bilhões em vendas ao longo do ano e sustentaram 219,6 mil empregos, evidenciando o impacto direto sobre setores como hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços turísticos.

Os dados mostram que a biodiversidade brasileira vem se consolidando como ativo econômico estratégico. Entre as unidades mais visitadas estão destinos de forte apelo turístico, como a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (SC), o Parque Nacional da Tijuca (RJ), o Parque Nacional do Iguaçu (PR) e o Parque Nacional de Jericoacoara (CE).

Regionalmente, a Mata Atlântica concentrou o maior fluxo, com 20,1 milhões de visitas, seguida pela Caatinga, com 3,6 milhões, e pelo Cerrado, com 1,6 milhão. O resultado indica distribuição econômica nacional, beneficiando múltiplos territórios e ampliando receitas locais.

Além dos parques, outras categorias, como reservas extrativistas, ganharam relevância econômica. Nessas áreas, o turismo de base comunitária apresentou a maior arrecadação tributária média por visitante, de R$ 116,60, fortalecendo economias municipais e comunidades tradicionais.

O recorde de 2025 reforça uma tendência estrutural: conservação ambiental e desenvolvimento econômico deixaram de ser agendas dissociadas. No Brasil, o turismo em áreas protegidas avança como indústria sustentável, combinando preservação, geração de riqueza e expansão de cadeias produtivas ligadas à natureza.

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