SEGUNDO DO NORDESTE

Varejo ampliado do Ceará avança 4,1% em 2025 e se destaca no cenário regional

Por Marcelo Cabral - Em 16/01/2026 às 6:54 PM

O comércio varejista ampliado do Ceará encerrou o acumulado de 2025, até o mês de novembro, com desempenho de destaque no cenário regional e nacional. O Estado registrou crescimento de 4,1% no volume de vendas, o segundo melhor resultado do Nordeste, ficando atrás apenas da Paraíba, que avançou 4,7%. Mas muito à frente de Pernambuco, que cresceu 0,8%, e da Bahia, que teve resultado negativo de 0,3%.

Varejo ampliado inclui a venda de carros, que ajudou no desempenho cearense            Foto: Divulgação

O indicador refere-se ao segmento que vai além do comércio varejista tradicional e incorpora atividades estratégicas para a economia, como a venda de veículos e motocicletas, partes e peças; material de construção e o atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo. Todos estes são setores com forte impacto sobre o consumo e a cadeia produtiva do Brasil.

No comparativo nacional, o desempenho cearense também chama atenção. Com o quinto melhor resultado do País, o índice do Estado ficou cinco pontos percentuais acima da média nacional, que apresentou retração de 0,3% no mesmo período. O contraste reforça a resiliência do mercado do Ceará, mesmo em um ambiente econômico ainda marcado por desafios.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que acompanha mensalmente o comportamento do comércio no País e serve de referência para análises econômicas, decisões empresariais e formulação de políticas públicas. Sendo muito relevante para o setor varejista em todo o território brasileiro.

O resultado evidencia a força do consumo no Ceará, impulsionado por segmentos de maior valor agregado e pela dinâmica do comércio ampliado, consolidando o Estado como um dos principais vetores de crescimento do varejo no Nordeste e no Brasil. Vale destacar, ainda, que o desempenho cearense também superou com folga os estados de Minas Gerais (+0,1%), Rio de Janeiro (-1,1%) e São Paulo (-3,1%) no período.

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