Inovação urbana

Vertiponto de R$ 250 milhões pode colocar São José dos Campos na rota dos “carros voadores”

Por Redação - Em 18/03/2026 às 12:01 AM

Vertponto São Paulo, São José Dos Campos

O projeto está previsto para uma área próxima à Farma Conde Arena, dentro do complexo denominado Aero Garden

São José dos Campos deu um passo inicial para entrar na rota da mobilidade aérea avançada no país. A prefeitura autorizou a realização de estudos técnicos para avaliar a implantação de um vertiponto — estrutura de apoio para aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOLs), conhecidas como “carros voadores”.

O projeto está previsto para uma área próxima à Farma Conde Arena, dentro do complexo denominado Aero Garden, e pode atrair investimentos superiores a R$ 250 milhões.

A autorização, assinada em 26 de fevereiro, libera apenas a fase de estudos de viabilidade técnica e desenvolvimento do projeto. A implantação definitiva ainda dependerá de aprovação regulatória, especialmente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O vertiponto será uma estrutura mais simples que um vertiporto tradicional, funcionando como ponto de apoio, passagem e operação para eVTOLs. Essas aeronaves representam uma nova geração da aviação urbana, com menor impacto ambiental e foco em deslocamentos rápidos entre centros urbanos e regiões metropolitanas.

Além da estrutura aérea, o projeto prevê um complexo de aproximadamente 100 mil metros quadrados na Via Oeste. O plano inclui uma usina fotovoltaica com capacidade de 3 MW e infraestrutura para abastecimento ou recarga de ônibus, caminhões e veículos elétricos, integrando mobilidade e energia limpa.

O avanço está alinhado ao desenvolvimento de eVTOLs no Brasil, liderado pela Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer. A expectativa do setor é que essas aeronaves comecem a operar comercialmente a partir de 2027, dependendo da certificação e regulamentação.

Com forte tradição no setor aeroespacial, São José dos Campos se posiciona como candidata a integrar a futura rede de infraestrutura necessária para esse novo modelo de transporte. Ainda em fase inicial, o projeto reforça a disputa entre cidades brasileiras para sediar os primeiros pontos de operação dos chamados “carros voadores”.

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