Primeira bailarina

Exposição em São Paulo mergulha na trajetória de Ana Botafogo no balé clássico

Por Jussara Beserra - Em 30/03/2026 às 1:05 PM

Foto Alice Bravo Divulgação

Ana Botafogo tem trajetória revisitada em exposição em São Paulo – Foto: Alice Bravo/ Divulgação

Com quase cinco décadas dedicadas à dança, Ana Botafogo torna-se protagonista da nova edição da Ocupação Itaú Cultural, que abre neste sábado (28), em São Paulo. A mostra propõe uma leitura que ultrapassa a biografia e evidencia o papel da bailarina na popularização do balé clássico no Brasil.

Primeira Bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1981, Ana construiu uma carreira que transitou entre a formação internacional, no Les Ballets de Marseille, e a consolidação de uma presença artística capaz de dialogar com diferentes públicos. Ao retornar ao país, passou a ocupar um espaço simbólico raro: o de ponte entre a tradição erudita e a circulação cultural ampliada.

Narrativa em três atos

Ana Botafogo em registro de infância que antecipa trajetória na dança

Ana Botafogo em registro de infância que antecipa trajetória na dança

Organizada como uma estrutura coreográfica, a exposição reúne acervo pessoal, registros inéditos, figurinos e objetos de palco que ajudam a compreender a construção dessa trajetória. A primeira parte revisita a formação e a experiência europeia. A segunda acompanha o retorno ao Brasil e a ascensão ao Municipal. O terceiro movimento se concentra no legado pedagógico e na difusão da dança.

Entre os itens expostos estão imagens de infância, figurinos originais e uma sapatilha utilizada em “Dom Quixote”, elementos que revelam a dimensão material de uma carreira construída com disciplina e permanência. A expografia recria o ambiente de sala de ensaio, com barra e piso de madeira, aproximando o visitante da rotina do balé.

Continuidade da dança

Longe das grandes montagens desde 2012, Ana Botafogo direciona hoje sua atuação para formação e transmissão de conhecimento, com palestras, workshops e atividades em sua escola. A exposição reforça esse momento ao apresentar a bailarina não apenas como intérprete, mas como agente de continuidade da dança clássica no país. A mostra permanece em cartaz até 21 de junho, com entrada gratuita.

Serviço:

Local: Itaú Cultural (Av. Paulista, 149, São Paulo)
Visitação: 28 de março a 21 de junho de 2026
Horários: Terça a sábado, das 11h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h
Entrada: Gratuita

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