Expressão Contemporânea
Galeria brasileira Almeida & Dale apresenta mais de 20 artistas na ARCOmadrid 2026
Por Jussara Beserra - Em 04/03/2026 às 11:27 AM

Obra de Maxwell Alexandre apresentada pela Almeida & Dale na ARCO Madrid 2026. Créditos: Divulgação
Entre 4 e 8 de março, a ARCO Madrid 2026 reúne galerias, artistas e colecionadores no IFEMA Madrid, consolidando-se como um dos principais encontros da arte contemporânea na Europa. Na edição deste ano, a galeria brasileira Almeida & Dale, com sede em São Paulo, apresenta um recorte com mais de 20 artistas, propondo um diálogo entre diferentes tempos, geografias e linguagens visuais a partir de um eixo central: a memória.
A seleção propõe a imagem como vestígio de mundos passados, mobilizando evocação, subconsciente, narrativas pessoais e tradicionais, além da força simbólica de materiais e formas. Entre os artistas apresentados estão Tunga, Rubem Valentim, Heitor dos Prazeres, Maxwell Alexandre, Paulo Pasta, Eleonore Koch, Amadeo Lorenzato, Mariana Palma, Ana Elisa Egreja e Chen-Kong Fang, ao lado de nomes contemporâneos como Rebeca Carapiá, Lidia Lisbôa, Sara Ramo e Túlio Pinto.
A pesquisa material ocupa lugar central em parte das obras. Marlene Almeida trabalha com pigmentos naturais extraídos do solo e de sedimentos orgânicos e minerais antigos, revelando as cores das formações geológicas do Brasil. Já Tunga explora materiais e processos que dialogam com ciência, alquimia e ritos ancestrais, enquanto Liuba Wolf cria esculturas em bronze inspiradas em artefatos pré-colombianos e egípcios.
Outras obras enfatizam experiências íntimas e subjetivas. Nos trabalhos de José Leonilson e Sara Ramo, as justaposições materiais assumem uma linguagem delicada e pessoal. Rebeca Carapiá investiga relações entre corpo, território e linguagem por meio da manipulação do cobre e do ferro, enquanto Lidia Lisbôa apresenta grandes estruturas em crochê que transformam técnicas tradicionais em gestos monumentais.
A dimensão política também atravessa parte da seleção. Hélio Melo, Heitor dos Prazeres e Jaider Esbell trazem narrativas ligadas à cultura popular, aos povos indígenas e às experiências negras no Brasil. Já Rubem Valentim desenvolve uma linguagem visual inspirada nos símbolos e na cosmologia das religiões afro-brasileiras.
O projeto ainda reúne artistas que investigam memória e geopolítica em escala global. Michael Rakowitz reconstrói artefatos e monumentos iraquianos destruídos ou saqueados, enquanto Carlos Garaicoa reflete sobre o tempo nas paisagens urbanas de Havana. Em outra vertente, Maxwell Alexandre constrói narrativas visuais que combinam história, cultura e imaginário social.
Artistas como Eleonore Koch, Amadeo Lorenzato e Chen-Kong Fang estabelecem um diálogo com a tradição da pintura e com a história da arte, enquanto Paulo Pasta, Rodrigo Andrade, David Almeida, Nino Kapanadze e Mariana Palma exploram pesquisa cromática, iconografia e experimentação material.
O projeto também amplia o campo das artes visuais para territórios interdisciplinares. Vivian Caccuri articula objetos e instalações com expressões sonoras, enquanto Montez Magno transita entre artes visuais, poesia e música, sugerindo novas formas de pensar memória e temporalidade.
Confira um pouco da coleção!
- David Almeida
- Tunga
- Lidia Lisbôa
- Mariana Palma
- Carlos Garaicoa
- Jaider Esbell
- Rebeca Carapiá
- Rebeca Carapiá
- Rodrigo Andrade
- Eleonore Koch
- Paulo Pasta
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