
O fenômeno natural da Aurora Boreal atrai milhares de turistas. Foto: Reprodução/Instagram
Os brasileiros têm direcionado, de forma crescente, seu interesse à Islândia como destino para vivências únicas e imersivas. O movimento já é percebido em todo o setor, como destacou Thorleifur Thor Jonsson, do Visit Iceland, ao longo do último ano. No segmento premium, esse crescimento ganha ainda mais força, segundo Barry Ward, diretor de Marketing da Iceland Luxury Expeditions (ILE) — empresa especializada em turismo de luxo na Islândia. Ele identifica uma transformação no perfil do viajante após a pandemia de covid-19.
“A busca hoje é por experiências mais autênticas, significativas e emocionais. Muito desse interesse também vem das redes sociais, principalmente do Instagram, mas percebemos essa mudança pós-pandemia e a Islândia é um destino que oferece o que o turista tem procurado”, afirma Ward.
O apelo visual e sensorial do destino, amplificado pelo ambiente digital, tem impulsionado o desejo por roteiros mais profundos e personalizados.
A combinação entre natureza exuberante e maior acessibilidade tem ampliado a presença brasileira no país, especialmente durante o inverno, período marcado pela icônica Aurora Boreal. Atenta a esse movimento, a Iceland Luxury Expeditions firmou parceria com a Boarding Gate, liderada por Christina Kler, reforçando sua atuação no Brasil e estreitando laços com o mercado local.
Natureza e acessibilidade

O país avança como destino de luxo contemporâneo, com hotelaria cinco estrelas. Foto: Divulgação
Ao mesmo tempo, a Islândia avança como destino de luxo contemporâneo, com hotelaria cinco estrelas e propriedades boutique que privilegiam autenticidade e integração com a paisagem natural. “O luxo na Islândia está muitas vezes nos pequenos detalhes e momentos que tornam toda a viagem especial. Por isso, buscamos personalizar a experiência”, explica Ward. A proposta inclui imersões culturais com guias locais e estadias exclusivas em vilas privadas, com chefs dedicados e total privacidade.
Apesar do crescimento da demanda, ainda há desafios no conhecimento do destino por parte de agentes de viagens. Barry Ward ressalta a importância de planejamento e curadoria especializada: “Encontrar uma DMC confiável é o primeiro passo”. Ele também chama atenção para o clima instável.
“O clima da Islândia varia ao longo do dia e tem mudanças rápidas. Num geral, para o brasileiro, é bastante frio até no verão, que vai de junho a agosto” e para a necessidade de organização antecipada, sobretudo na alta temporada e em eventos como o eclipse solar de 12 de agosto.

Como o clima varia ao longo do dia e tem mudanças rápidas, agentes de viagem precisam ficar atentos. Foto: Divulgação
De olho no potencial do mercado latino-americano, a ILE amplia sua atuação no Brasil e planeja حضور em eventos estratégicos como a ILTM Latin America 2027, em São Paulo, e a TFest, no México. “Ter um representante brasileiro nos auxilia a aprender mais. Sabemos que há muito sobre o mercado brasileiro que ainda precisamos entender, e trabalhar com parceiros locais é fundamental para criar conexões e compreender melhor as necessidades do mercado”.
Ao mesmo tempo, a empresa investe na capacitação do trade, com webinars, newsletters e um portal exclusivo para agentes. “Nunca houve um momento tão empolgante para nossas respectivas regiões, mas a necessidade de aprimorar o conhecimento dos profissionais de Turismo brasileiros é crucial para que possam atender adequadamente seus clientes”, conclui o executivo.