território e identidade

Itinerância da Bienal de São Paulo desembarca na Pinacoteca do Ceará com obras de artistas nacionais e internacionais

Por Jussara Beserra - Em 22/05/2026 às 5:12 AM

36 Bienal De São Paulo

Fortaleza amplia sua presença no circuito da arte contemporânea com a chegada da Bienal à Pinacoteca – Fotos: Divulgação

A relação de Fortaleza com a arte contemporânea ganha um novo capítulo a partir de 23 de maio, quando a Pinacoteca do Ceará passa a receber a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo. A chegada da mostra marca a estreia da instituição cearense no programa e amplia a presença da capital em um circuito que, durante décadas, concentrou sua circulação nos grandes centros do Sudeste.

Em cartaz até 16 de agosto de 2026, a exposição deriva do projeto apresentado no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sob o título “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, e ganha uma leitura própria ao encontrar o território cearense. O recorte exibido em Fortaleza tem curadoria de Thiago de Paula Souza, cocurador da Bienal, responsável por conduzir esse diálogo com a cidade.

Andrea Pinheiro 683x1024

Andrea Pinheiro conduz a chegada da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo

À frente da Fundação Bienal de São Paulo, Andrea Pinheiro conduz uma gestão voltada à ampliação do alcance institucional da mostra, levando seus debates para além da capital paulista. Nesse contexto, a itinerância assume um papel estratégico ao aproximar novos públicos e expandir as conexões culturais pelo país.

A abertura em Fortaleza reunirá nomes da cena empresarial e cultural local, entre eles Aline e Igor Queiroz Barroso, Ana Amélia e Marcelo Pinheiro, Denise Mattar, Edson Queiroz Neto, Ticiana Rolim, Erick e Raquel Vasconcelos, além de convidados que circulam pelos principais núcleos de influência da cidade.

Com obras de Antonio Társis, Gê Viana, Ming Smith, Wolfgang Tillmans, Marlene Almeida e outros artistas, a mostra atravessa discussões sobre território, deslocamento, pertencimento e memória coletiva.

A presença da Bienal em Fortaleza ultrapassa a circulação de obras. A cidade passa a ocupar uma posição ativa nas leituras contemporâneas sobre identidade, convivência e transformação social.

Mais notícias

Ver tudo de Notas