Ciência médica

Japão aprova terapias inéditas com células-tronco para Parkinson e insuficiência cardíaca

Por Suzete Nocrato - Em 06/03/2026 às 8:15 AM

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Paciente com Parkinson recebe transplante inédito baseado em células-tronco em tratamento experimental. Foto: Divulgação/ Universidade de Lund

O Japão aprovou tratamentos inovadores com células-tronco voltados para a doença de Parkinson e para insuficiência cardíaca grave, que poderão estar disponíveis para pacientes em meados deste ano, segundo informações divulgadas por empresas envolvidas e pela imprensa local. A farmacêutica Sumitomo Pharma recebeu autorização para produzir e vender o Amchepry, terapia que consiste no transplante de células-tronco no cérebro do paciente.

Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde do Japão aprovou o ReHeart, tratamento desenvolvido pela startup médica Cuorips. O método utiliza lâminas de músculo cardíaco capazes de estimular a formação de novos vasos sanguíneos e ajudar na recuperação da função do coração, oferecendo uma nova esperança para casos graves de insuficiência cardíaca.

O tratamento contra Parkinson pode se tornar o primeiro produto médico disponível comercialmente no mundo baseado em células-tronco pluripotentes induzidas (iPS). Essas células são obtidas a partir da reprogramação genética de células adultas, que retornam a um estado semelhante ao juvenil e podem se transformar em diferentes tipos celulares — tecnologia central na medicina regenerativa.

A descoberta das células iPS rendeu ao cientista japonês Shinya Yamanaka o Prêmio Nobel de Medicina em 2012. — “Espero que isso represente um alívio para os pacientes não apenas do Japão, mas de todo o mundo”, afirmou o ministro da Saúde japonês, Kenichiro Ueno, ao comentar a aprovação das novas terapias.

Um ensaio clínico da Universidade de Kyoto com sete pacientes entre 50 e 69 anos indicou que o tratamento foi seguro e eficaz na melhora dos sintomas. Cada participante recebeu implantes de cinco a dez milhões de células em ambos os lados do cérebro, com células programadas para se tornarem precursoras de neurônios produtores de dopamina, substância cuja perda caracteriza a doença de Parkinson, que afeta cerca de 10 milhões de pessoas no mundo.

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