arquitetura & luxo

Louis Vuitton transforma estande em manifesto sobre o legado de Frank Gehry na Art Basel Hong Kong

Por Marlyana Lima - Em 26/03/2026 às 12:15 AM

Stacked From 3 Images. Method=b (r=8,s=4)

 Estande retrospectivo dedicado a Frank Gehry na Art Basel Hong Kong de 2026 – Fotos: Divulgação

Na Art Basel Hong Kong de 2026, a Louis Vuitton opta por olhar para trás para afirmar seu futuro. Em vez de lançar novidades, a Maison constrói um estande retrospectivo dedicado a Frank Gehry — um dos nomes que ajudaram a expandir sua atuação para além da moda.

A exposição percorre mais de duas décadas de colaboração, organizando arquitetura, objetos e design em uma narrativa contínua. Não se trata de uma cronologia literal, mas de uma leitura sobre como diferentes linguagens podem coexistir dentro de um mesmo universo criativo.

A parceria entre Gehry e o grupo LVMH ganha escala em 2014, com a Fondation Louis Vuitton, em Paris — um edifício que se tornou símbolo dessa interseção entre arte, arquitetura e marca. A partir daí, a colaboração se desdobra em múltiplos formatos, de bolsas a objetos, sempre tensionando os limites entre função e expressão.

Frank Gehry Kroes Mario 1920x2556

Com a Louis Vuitton, Frank Gehry expandiu sua atuação para além da moda

No estande apresentado em Hong Kong, maquetes e peças aproximam o público do processo criativo do arquiteto. A curadoria sugere que a obra de Gehry não é apenas resultado, mas investigação contínua — uma ideia sintetizada em uma de suas reflexões: “Se você continuar fazendo perguntas, encontrará respostas. O mais importante de tudo é ser curioso.”

A escolha por uma retrospectiva, em um dos principais palcos do mercado de arte contemporânea, revela também um posicionamento. A Louis Vuitton se apresenta menos como marca de produto e mais como agente cultural, capaz de operar entre disciplinas e construir relevância a partir de conexões.

Veja mais!

Mais notícias

Ver tudo de Notas