Fim de uma era
MetroCard deixa de ser vendido e dá lugar ao sistema OMNY no metrô de Nova York
Por Paulla Pinheiro - Em 02/01/2026 às 11:15 AM

Cartão MetroCard sendo inserido na catraca do metrô de Nova York, sistema que deu lugar ao pagamento por aproximação do OMNY após três décadas de uso
Por mais de 30 anos, o MetroCard acompanhou a rotina de quem cruza Nova York de metrô e ônibus. Símbolo urbano, memória afetiva e parte do imaginário coletivo da cidade, o cartão magnético deixou de ser vendido em 31 de dezembro, enquanto a rede conclui a migração para o OMNY, sistema de pagamento por aproximação. Os cartões já emitidos continuam válidos nas máquinas e catracas por um período adicional, e a MTA informou que o prazo definitivo de uso será anunciado posteriormente.
Desde sua estreia, em 1994, o MetroCard foi concebido não apenas como meio de acesso, mas também como objeto de design e memória coletiva. No mesmo ano de lançamento, surgiu uma edição inaugural limitada, gesto que ajudou a inaugurar uma tradição de versões especiais que atravessaria as décadas. Ao longo do tempo, cerca de 400 cartões comemorativos foram produzidos, alguns vinculados a campanhas publicitárias e outros dedicados a marcos culturais e esportivos, como o centenário da Grand Central e o primeiro clássico entre Yankees e Mets, a hoje conhecida “Subway Series”. Algumas edições chegaram a formar filas nas estações, especialmente as inspiradas em colaborações de moda e homenagens a ícones da música.
A transição para o OMNY, sigla de One Metro New York, redefine a experiência de embarque ao substituir a leitura da tarja magnética pelo pagamento por aproximação em smartphones, smartwatches, cartões de crédito por aproximação ou cartões OMNY recarregáveis. No momento, os passageiros ainda podem adquirir o cartão físico do OMNY por US$ 1 nas máquinas do metrô e em pontos de venda espalhados pela cidade, enquanto seguem em debate as discussões sobre o futuro do pagamento em dinheiro e o acesso de quem não utiliza serviços bancários tradicionais.
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