Exploração Lunar

Missão Artemis II é adiada pela NASA após falhas técnicas em teste crucial do foguete

Por Suzete Nocrato - Em 03/02/2026 às 9:00 AM

Arte

Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen estarão a bordo da cápsula Orion. Foto: Frank Michaux/NASA

O aguardado retorno de astronautas às proximidades da Lua sofreu novo adiamento. A NASA anunciou na madrugada desta terça-feira (3) que a missão Artemis II, prevista para levar quatro tripulantes em uma jornada histórica de 10 dias ao redor do satélite natural, não será lançada em fevereiro, como previa a primeira janela do cronograma. Segundo a agência espacial, a janela de março passa agora a ser considerada a mais provável para a decolagem.

A decisão foi tomada após o surgimento de obstáculos técnicos durante o chamado “ensaio geral molhado”, considerado o teste mais importante antes do lançamento. Essa simulação reproduz, em tempo real, todas as operações que antecedem a decolagem efetiva do foguete e é fundamental para validar sistemas, procedimentos e protocolos de segurança.

O ensaio, com duração prevista de 49 horas, apresentou problemas ainda na segunda-feira (2), quando engenheiros da agência tentaram iniciar o carregamento de 2,65 milhões de litros de propelentes supergeladoshidrogênio líquido e oxigênio líquido — nos tanques do Space Launch System (SLS), o megafoguete que impulsionará a missão.

O teste, que deveria ser concluído por volta das 23h (horário de Brasília) de segunda-feira, acabou se estendendo pela madrugada, evidenciando a complexidade da operação e reforçando a cautela da NASA em garantir a segurança da tripulação e o sucesso da missão Artemis II, considerada um passo decisivo no programa Artemis e no objetivo de estabelecer uma presença humana sustentável na Lua.

A bordo da cápsula Orion estarão quatro astronautas: Reid Wiseman, comandante da missão; Victor Glover, piloto; e os especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen. Juntos, eles protagonizarão um momento histórico da exploração espacial, reafirmando o papel da Nasa na liderança das missões tripuladas e abrindo caminho para futuras expedições lunares e, posteriormente, a Marte.

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