Luxo Artesanal

O feito à mão domina os looks de fim de ano e aponta tendências para o verão

Por Julia Fernandes Fraga - Em 06/01/2026 às 12:04 PM

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A influenciadora Camila Coelho recebeu 2026 no Brasil trajando Helô Rocha. Fotos: Reprodução/Instagram

Vistos nos looks das festas de final de ano, o handmade e as peças de crochê já despontam como protagonistas do verão 2026. Muito além do artesanal óbvio, o feito à mão surge elevado, sofisticado e carregado de identidade, antecipando uma temporada em que técnica, tempo e savoir-faire se transformam em luxo.

Crochês elaborados, tramas abertas, rendas manuais e texturas orgânicas deixam de ocupar um papel secundário e passam a estruturar produções que transitam entre o beachwear e o resort deluxe. O artesanal elevado responde a um desejo crescente por exclusividade e autenticidade, alinhando estética solar e construção refinada.

Nas celebrações de encerramento de 2025, essa estética se destacou em diferentes escolhas. Lara Bezerra de Menezes apostou em um look da marca Cearensy. Giuliana Botelho e Thássia Naves escolheram criações da Casa Aika, reforçando o protagonismo das tramas manuais e das texturas artesanais. Já Lívia Nunes apareceu com vestido da Les Fleurs, evidenciando o handmade como elemento central de sofisticação contemporânea.

O feito à mão também ganhou força entre nomes que transitam entre o resort e a moda festa. Camila Coelho escolheu um look assinado por Helô Rocha, enquanto Carol Bassi surgiu em criação da LA GEA, com proposta artesanal elevada e sensorial. Ísis Valverde, por sua vez, apostou em peça de Andrea Almeida, traduzindo uma leitura elegante e delicada do artesanal para ocasiões noturnas.

O handmade também aparece em propostas que privilegiam leveza e conexão com a natureza. Vestidos fluidos, rendas delicadas e transparências surgem como elementos-chave de uma moda solar, sensorial e autoral, em que o artesanal deixa de ser detalhe e passa a definir silhuetas e narrativas.

O resultado é um verão que se anuncia menos óbvio e mais consciente, no qual o feito à mão se consolida como linguagem estética e símbolo de um novo luxo — mais humano, brasileiro e sofisticado.

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