UNIVERSIDADE DE OXFORD
Ranking da felicidade tem Brasil no 32º lugar e alerta sobre uso de redes sociais
Por Marcelo Cabral - Em 23/03/2026 às 3:40 AM
O novo relatório global sobre felicidade (World Happiness Report), divulgado pelo Centro de Pesquisa de Bem-Estar da Universidade de Oxford, oferece mais do que um retrato estatístico: revela tendências comportamentais e sociais que ajudam a compreender o bem-estar contemporâneo em escala global. O Brasil aparece na 32ª colocação, repetindo o desempenho do ano anterior, em um cenário que evidencia estabilidade, mas também aponta para desafios persistentes no campo coletivo.

Uso de redes sociais tem forte impacto na percepção da felicidade, especialmente entre os mais jovens
Avaliando 180 países, o ranking de 2026 mantém a hegemonia das nações nórdicas – Finlândia, Islândia e Dinamarca – nas primeiras posições, reafirmando modelos sociais frequentemente associados a altos níveis de qualidade de vida. Entre os destaques da edição, a ascensão da Costa Rica chama atenção: o país alcançou a quarta posição, consolidando-se como o mais bem colocado da América Latina nessa lista.
O resultado reforça a relevância de fatores como sustentabilidade, políticas sociais e senso de comunidade na construção de sociedades mais satisfeitas. Na sequência do ranking, aparecem países como Suécia, Noruega, Holanda, Israel, Luxemburgo e Suíça, todos reconhecidos por indicadores elevados de desenvolvimento humano e estabilidade institucional. Na outra ponta, o estudo aponta Afeganistão, Serra Leoa, Malawi e Zimbábue entre as nações com menores índices de felicidade do planeta.
Redes sociais e juventude
A edição de 2026 traz um elemento inédito e particularmente relevante: a inclusão de dados que analisam o impacto das redes sociais na percepção de felicidade, especialmente entre os mais jovens. Os pesquisadores destacam que, embora essas plataformas ampliem conexões e possibilidades de interação, também podem intensificar comparações sociais, ansiedade e sensação de inadequação.
O recorte geracional evidencia um paradoxo contemporâneo: nunca foi tão fácil estar conectado – e, ao mesmo tempo, tão desafiador sustentar níveis elevados de bem-estar emocional. Os dados revelaram, ainda, que há uma relação intrínseca entre o uso dessas redes a felicidade, mas existem manifestações diferentes em nível global e de acordo com cada plataforma.
Felicidade como indicador estratégico
Mais do que um ranking, o estudo reforça a felicidade como um indicador estratégico de desenvolvimento. Países que lideram a lista tendem a combinar políticas públicas eficientes, confiança institucional e forte capital social – elementos que vão além da renda e alcançam dimensões mais subjetivas da qualidade de vida.
Em um mundo cada vez mais digital e acelerado, o levantamento de 2026 propõe uma reflexão sofisticada: prosperidade, hoje, não se mede apenas em números, mas na capacidade de promover equilíbrio, pertencimento e saúde emocional em meio às transformações da vida contemporânea.
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