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Vinho francês estreia classificação do inédito Uva MICHELIN

Por Julia Fernandes Fraga - Em 08/01/2026 às 5:00 PM

Winery: A Glass Of Wine Being Poured Against A Barrel In A Wine

Regiões de Bourgogne e Bordeaux são as escolhidas. Foto: Divulgação

O Guia MICHELIN lança neste ano uma classificação inédita para vinícolas baseada em “grappes”. A iniciativa marca a expansão do guia para o universo do vinho e promete reorganizar a forma como projetos vitivinícolas são avaliados no cenário internacional.

O novo sistema não atribui notas nem premia rótulos isolados. A proposta é analisar um conjunto: tempo, consistência e identidade de cada domínio. A mudança reacende a discussão sobre até onde um sistema de classificação consegue medir um produto tão subjetivo quanto o vinho.

Nova distinção

Criado há 125 anos, o Guia MICHELIN tornou-se referência mundial ao destacar restaurantes e, mais recentemente, hotéis. As Estrelas apareceram em 1926; as Chaves, em 2024.

No campo do vinho, o guia já dava sinais de interesse: desde 2004, um pictograma identifica cartas e harmonizações notáveis; em 2019, o Prêmio MICHELIN ao Sommelier passou a reconhecer profissionais cuja atuação eleva a experiência do cliente.

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O símbolo oficial da nova distinção Uva MICHELIN. Foto: Divulgação

Agora, a chamada Uva MICHELIN avaliará adegas e vinhas segundo cinco critérios: Qualidade da agronomia, Domínio técnico, Identidade, Equilíbrio e Consistência. A métrica pretende destacar tanto práticas tradicionais transmitidas entre gerações quanto técnicas inovadoras e métodos contemporâneos. 

As categorias serão quatro: Três Uvas, Duas Uvas, Uma Uva e Produtores Recomendados. A ideia é oferecer ao público uma referência de qualidade independente e comparável no mundo todo.

Primeiro teste

O projeto estreia em 2026 em duas áreas consideradas pilares do vinho francês: Bourgogne e Bordeaux. 

A primeira, mantém uma abordagem mais enraizada no patrimônio local, com vinhas familiares, métodos rigorosos e atenção minuciosa ao processo de produção — elementos que sustentam a reputação global da região.

Já a segunda, consolidou-se ao longo dos séculos como uma potência do setor, graças a vinhas prestigiadas e a uma combinação de tradição e inovação que ultrapassa fronteiras.

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