Fortuna global

Cofundador da Zara se torna líder mundial no setor imobiliário

Por Redação - Em 17/04/2026 às 12:01 AM

Amancio Ortega, Zara

Com fortuna total estimada acima de US$ 140 bilhões, o empresário Amancio Ortega figura entre as pessoas mais ricas do mundo

O bilionário espanhol Amancio Ortega, fundador do grupo Inditex, controladora da Zara e maior varejista de moda do mundo, consolidou-se como o maior magnata imobiliário do mundo, segundo levantamento recente da revista Forbes. A posição é resultado de uma estratégia de investimentos construída ao longo de décadas, baseada na reinversão dos lucros do varejo de moda em ativos imobiliários de alto valor.

O portfólio do empresário é estimado em cerca de US$ 25 bilhões e reúne mais de 200 propriedades distribuídas em 13 países, incluindo edifícios corporativos, hotéis e ativos logísticos em grandes centros urbanos globais.

Entre as aquisições recentes, destaca-se a compra de um edifício histórico em Vancouver, no Canadá, por aproximadamente US$ 850 milhões, considerada a maior transação de um imóvel corporativo já registrada no país. O ativo abriga um hub tecnológico com locatários como a Amazon.

Os investimentos são realizados principalmente por meio da holding Pontegadea, responsável por administrar os ativos imobiliários do bilionário. A estratégia prioriza imóveis premium, localizados em áreas valorizadas e com contratos de longo prazo, o que garante fluxo de renda estável e valorização contínua do patrimônio.

Além do setor imobiliário, Ortega também ampliou sua atuação para áreas como energia, infraestrutura e telecomunicações, reforçando uma estratégia de diversificação baseada em ativos considerados seguros e de baixo risco.

Com fortuna total estimada acima de US$ 140 bilhões, o empresário figura entre as pessoas mais ricas do mundo e exemplifica uma tendência crescente entre bilionários globais: a migração de capital para o mercado imobiliário como forma de preservação de riqueza e geração de renda de longo prazo.

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apoio estratégico

Governo define setores que podem acessar crédito de R$ 15 bilhões

Por Redação - Em 17/04/2026 às 12:01 AM

Bndes

O novo plano de socorro, anunciado no mês passado será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

O governo federal anunciou, nessa quinta-feira (16), os setores econômicos que terão prioridade no acesso ao crédito de R$ 15 bilhões criado para atenuar os impactos da guerra no Oriente Médio e das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos (EUA).

A medida também apoia segmentos considerados estratégicos, que têm déficit na balança comercial, como indústria farmacêutica e tecnologia da informação. Os detalhes foram apresentados pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

O novo plano de socorro, anunciado no mês passado será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), é uma segunda etapa do Programa Brasil Soberano, lançado em meados de 2025, destinado, à época, para as empresas exportadoras impactadas pelo tarifaço dos EUA.

As tarifas de 50% impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, acabaram sendo derrubadas por uma decisão da Suprema Corte do país, em outubro do ano passado. Elas acabaram sendo fixadas em 15% para todos os países que vendem aos EUA.

“São R$ 15 bilhões para apoiar quem foi afetado pelo tarifaço americano, quem está tendo dificuldade para exportar para o Golfo Pérsico e aqueles setores estratégicos, especialmente aqueles que têm um déficit na balança comercial. Saúde, TI, químico, são os setores que têm um déficit maior na balança comercial”, ressaltou Alckmin.

A abertura das linhas será possível após o Conselho Monetário Nacional (CMN) ter aprovado, também nesta quinta-feira, resolução que definiu as condições para a oferta do crédito.

Quem tem direito

Três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme a Portaria Interministerial publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No primeiro segmento, estão as empresas exportadoras de bem industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias impostas dos Estados Unidos, cujo faturamento bruto com exportações representou 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de agosto de 2024 a 31 de julho de 2025.

As empresas mais atingidas são as da indústria do aço, cobre e alumínio, que pagam 50% de tarifas extras, e os setores de peças automotivas e de alguns tipos de móveis, que pagam taxa de 25% para vender aos norte-americanos.

No segundo grupo, foram incluídas as empresas de setores considerados estratégicos, pela relevância de uso de tecnologia e impacto da modernização produtiva do país, como os ramo têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, máquinas e equipamentos eletrônicos e de informática, além de borracha e minerais críticos.

No terceiro grupo, o governo incluiu as empresas exportadoras e seus fornecedores para os países da região do Golfo Pérsico, no Oriente Médio. O grupo inclui empresas brasileiras que vendem para Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã, cujo faturamento bruto com exportações represente 5% ou mais do valor apurado no período de doze meses entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2025.

Taxas e prazos

As linhas de crédito são para financiar capital de giro; capital de giro destinado à produção para exportação; aquisição de bem de capital; e investimentos para ampliação da capacidade produtiva ou o adensamento da cadeia de produção, adaptação de atividade produtiva, e em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos.

As taxas variam de 0,94% ao mês, para investimentos, até 1,28%, para capital de giro, no caso das contratações diretas com o BNDES.

Nas contratações indiretas, com outras instituições financeiras, essas taxas variam de 1,06% a 1,41%. As carências variam de 1 ano a 4 anos (investimentos), com prazos de 5 a 20 anos para quitação. (Agência Brasil)

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Energia limpa

Ceará atrai R$ 1 bilhão, inaugura complexo solar em Icó e reforça protagonismo na transição energética

Por Marlyana Lima - Em 16/04/2026 às 11:10 PM

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O governador Elmano de Freitas participou da inauguração da primeira fase do Complexo Solar Fotovoltaico Bom Jardim, em Icó – Fotos: Tiago Stille – Casa Civil 

O Ceará deu mais um passo estratégico na corrida pela liderança em energia limpa no Brasil com a inauguração da primeira fase do Complexo Solar Fotovoltaico Bom Jardim, em Icó, empreendimento da Qair Brasil que já soma mais de R$ 1 bilhão em investimentos. Em operação desde janeiro, a usina tem capacidade para abastecer cerca de 250 mil residências, com produção anual estimada em 539 mil MWh, ampliando de forma relevante a participação do estado na matriz energética renovável.

Hub de energias renováveis

O projeto chega em um momento de consolidação do Ceará como hub nacional de energias renováveis. Atualmente, o estado conta com 74 empreendimentos solares em operação e cerca de 2,1 GW de capacidade instalada, sustentado por condições naturais favoráveis e um ambiente regulatório que tem atraído capital internacional. A presença da Qair International, grupo com atuação em 21 países, reforça essa leitura e sinaliza confiança de investidores estrangeiros no potencial da região.

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Projeto chega em um momento de consolidação do Ceará como hub nacional de energias renováveis

Além do impacto energético, o complexo movimenta a economia local, com mais de 1.100 empregos diretos gerados, quase 1.400 indiretos e dezenas de postos permanentes, criando um ciclo que vai além da produção de energia e influencia o desenvolvimento regional. Municípios como Icó passam a integrar um novo mapa econômico, baseado em infraestrutura energética e atração de novos negócios.

Protagonismo na transição energética

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Governador Elmano de Freitas  participou da solenidade no município de Icó

No campo político e institucional, o projeto também reforça a estratégia do governo estadual de posicionar o Ceará como protagonista na transição energética, com apoio direto à expansão de empreendimentos e sinalização de segurança para investidores. A previsão de uma segunda fase, com mais R$ 700 milhões em investimentos, indica que o ciclo ainda está longe de se encerrar.

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tendência é que o estado avance não apenas na geração, mas também na atração de indústrias e cadeias produtivas

A leitura de mercado é clara: o Nordeste, e especialmente o Ceará, deixou de ser apenas uma fronteira de geração de energia para se tornar um ativo estratégico na economia verde. Com demanda crescente por energia limpa, avanço da eletrificação e pressão global por descarbonização, projetos dessa escala tendem a se multiplicar.

A tendência é que o estado avance não apenas na geração, mas também na atração de indústrias e cadeias produtivas ligadas à transição energética — de hidrogênio verde a data centers e operações industriais intensivas em energia. Nesse cenário, o Complexo Bom Jardim não é um ponto isolado, mas parte de uma transformação estrutural que reposiciona o Ceará no mapa econômico nacional e internacional.

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