INDÚSTRIA FARMACÊUTICA

Programa da Eurofarma inaugura estratégia de redução de preços para semaglutida no Brasil

Por Redação - Em 16/04/2026 às 4:30 PM

Ozempic, Semaglutida, Liraglutida Foto Freepik

Em algumas apresentações, medicamentos com semaglutida passaram a ser comercializados na faixa de cerca de R$ 999 após descontos FOTO: Freepik

A farmacêutica Eurofarma lançou no país uma iniciativa voltada à redução de preços de medicamentos à base de semaglutida, marcando um movimento inédito no mercado nacional dessa classe terapêutica. A estratégia busca ampliar o acesso a tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2, doenças crônicas que afetam milhões de brasileiros.

A ação está associada à chegada de novas marcas de semaglutida ao mercado, como Poviztra e Extensior, resultado de uma parceria com a dinamarquesa Novo Nordisk, desenvolvedora da molécula. O acordo prevê a ampliação da distribuição no Brasil e o fortalecimento da presença da substância em diferentes regiões e canais de venda.

A principal novidade está na adoção de programas de desconto vinculados ao cadastro do paciente, permitindo a redução direta do valor final pago nas farmácias. Na prática, o modelo segue uma lógica já utilizada por outras terapias de alto custo, mas aplicada pela primeira vez de forma estruturada à semaglutida no país.

Dados de mercado indicam que os preços dessa classe vêm recuando com a intensificação da concorrência. Em algumas apresentações, medicamentos com semaglutida passaram a ser comercializados na faixa de cerca de R$ 999 após descontos, enquanto versões de maior dosagem registraram queda relevante em relação aos patamares anteriores.

A iniciativa ocorre em um momento estratégico para o setor farmacêutico. A expectativa de vencimento de patentes e a entrada de novos concorrentes têm pressionado fabricantes a reposicionar preços e ampliar o acesso, especialmente em um mercado que movimenta bilhões de reais e cresce impulsionado pela demanda por tratamentos para perda de peso e controle glicêmico.

Além do impacto econômico, o movimento também tem implicações clínicas. Medicamentos à base de semaglutida atuam no organismo simulando o hormônio GLP-1, aumentando a saciedade e auxiliando no controle da glicemia, o que contribui tanto para o tratamento da obesidade quanto do diabetes tipo 2.

Com a nova política de preços e a ampliação da oferta, especialistas avaliam que o mercado brasileiro pode entrar em uma fase de maior competitividade, com potencial de democratização do acesso a terapias antes restritas a uma parcela menor da população.

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Som ao Vivo

Rooftop do Gran Marquise ganha programação musical e redefine o ritmo do sunset em Fortaleza

Por Jussara Beserra - Em 16/04/2026 às 4:24 PM

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Pedro Garcia e Päula Lopes unem voz ao vivo e mixagem no Gran Marquise – Fotos: Divulgação

O Gran Marquise, em Fortaleza, estruturou para abril uma programação fixa no rooftop, que passa a concentrar diferentes propostas musicais ao longo da semana. No topo do hotel, o espaço opera como ponto de encontro no fim de tarde, com vista para a orla e uma agenda que combina DJs e projetos ao vivo.

Dj Mor

DJ Mor assina os sets que embalam o fim de tarde

De segunda, terça, quinta, sexta e sábado, DJ Mor comanda os sets no fim do dia, com repertório voltado ao lounge. Às quartas-feiras, o destaque fica com o projeto de DJ Pedro Garcia e Päula Lopes, que apresenta um formato de DJ set com live vocals, reunindo interpretações ao vivo e bases eletrônicas em uma seleção que percorre jazz, bossa nova e releituras contemporâneas.

Samba Mix

Domingos no rooftop ganham ritmo com o Samba MIX

A programação se estende aos domingos ao pôr do sol com o Samba MIX, da Mix Brasil Produções, que leva ao espaço uma leitura voltada à música brasileira e amplia a circulação no fechamento da semana.

Instalado na cobertura do hotel, o rooftop do Gran Marquise se consolidou como um dos principais ativos de experiência da casa, com operação voltada tanto para hóspedes quanto para público externo, especialmente nos dias de evento. Além da música, o bar oferece carta de drinques e ambientação alinhada ao horário do sunset, reforçando o espaço como ponto recorrente na cidade.

SERVIÇO:

Gran Marquise

SEG, TER, QUIN, SEX E SAB – DJ Mor às 17h

QUA – DJ Pedro Garcia e Päula Lopes às 17h30

DOM – Samba Mix às 17h

 

 

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MERCADO IMOBILIÁRIO

Aporte de R$ 20 bi no “Minha Casa, Minha Vida” fortalece caixa de construtoras

Por REDAÇÃO - Em 16/04/2026 às 3:59 PM

Apartamentos do Minha Casa, Minha Vida em Fortaleza — Foto: divulgação

Com novas condições de financiamento, aumento do ticket médio e maior inclusão da classe média, o ciclo atual tende a elevar o faturamento das construtoras nos próximos anos — Foto: divulgação

O reforço de recursos para o “Minha Casa, Minha Vida” e a ampliação das linhas de crédito habitacional, anunciados nesta quarta-feira (15) pelo Governo Federal, devem impulsionar o faturamento das construtoras em 2026. Com orçamento total de R$ 200 bilhões e meta de três milhões de moradias até o fim do ano, o programa amplia a relevância do mercado imobiliário na economia brasileira.

A medida facilita o acesso ao crédito e sustenta a demanda por novos empreendimentos. A injeção de R$ 20 bilhões do Fundo Social no programa e a expansão das faixas de renda e dos tetos de financiamento criam um ambiente mais favorável para lançamentos e vendas, especialmente em um cenário ainda marcado por juros elevados.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avaliou como positiva a iniciativa do Governo Federal. A entidade considera que o direcionamento dos novos recursos representa um estímulo importante para ampliar o acesso da classe média à casa própria, sobretudo em um contexto de crédito mais restrito e custos financeiros ainda elevados.

Os números mais recentes reforçam esse protagonismo. Em 2025, o “Minha Casa”, Minha Vida respondeu por cerca de metade dos lançamentos e vendas do mercado imobiliário, com mais de 224 mil unidades lançadas e quase 197 mil comercializadas ao longo do ano, evidenciando seu peso direto no faturamento das construtoras.

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Reunião para anúncio de medidas econômicas de sustentação do crescimento no setor habitacional ocorreu nesta quarta-feira, dia 15, no Palácio do Planalto — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Para o setor produtivo, o impacto vai além das vendas. “A gente avalia essas medidas de forma positiva, porque elas reforçam a habitação como setor de motor importante da economia. A ampliação dos recursos do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e do crédito para a reforma atuam em duas frentes relevantes para o setor da Constituição Civil”, afirma Patriolino Dias de Sousa, presidente do Sinduscon Ceará.

Segundo ele, o efeito deve ser ainda mais expressivo no Estado. “No Ceará, isso deve impactar diretamente na geração de empregos e a movimentação da cadeia produtiva, já que a Constituição tem um forte efeito multiplicador. A ampliação da faixa de renda para o crédito de reforma também é um ponto importante porque inclui mais famílias no mercado e ajuda a aquecer a demanda”.

O ambiente de expansão, no entanto, exige atenção. “Claro que é fundamental garantir previsibilidade nos recursos e atenção aos cursos do setor, mas de forma geral, o cenário é positivo e pode contribuir para dinamizar ainda mais a Constituição Civil no Estado”, completa o dirigente.

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