Governança corporativa

Governo indica Guilherme Mello para conselho da Petrobras

Por Redação - Em 07/04/2026 às 10:03 AM

Governo Indica Guilherme Mello Para Conselho Da Petrobras E Reforça Influência Na Estatal

Governo Indica Guilherme Mello Para Conselho Da Petrobras E Reforça Influência Na Estatal

O governo federal indicou o economista Guilherme Mello para integrar e possivelmente presidir o conselho de administração da Petrobras, em um movimento que reposiciona a governança da maior companhia de energia do país.

A indicação foi formalizada pela União, acionista controladora da estatal, e deverá ser submetida à Assembleia Geral Ordinária marcada para 16 de abril, quando serão definidos os novos membros do colegiado para o ciclo 2026–2028.

Mello é atualmente secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e também preside o conselho de administração do BNDES, além de integrar o colegiado da Pré-Sal Petróleo (PPSA). Com doutorado em Economia pela Unicamp, o economista tem atuado como um dos formuladores centrais da política econômica do governo.

A movimentação ocorre após a saída de Bruno Moretti do conselho para assumir o Ministério do Planejamento, abrindo espaço para uma reconfiguração no comando estratégico da companhia.

Impacto para investidores

A possível chegada de Mello ao topo do conselho é interpretada pelo mercado como um sinal de maior alinhamento entre a estatal e a política econômica do governo. O economista é associado a uma visão que prioriza o investimento público como motor de crescimento, o que pode influenciar decisões sobre capex, política de preços e distribuição de dividendos.

Em momentos anteriores, quando seu nome foi cogitado para cargos estratégicos, como no Banco Central, houve reação nos mercados de juros, refletindo a sensibilidade dos investidores à sua orientação econômica.

Por outro lado, a indicação de um perfil técnico com forte atuação na formulação fiscal pode trazer previsibilidade institucional ao conselho, especialmente em um contexto global de volatilidade no setor de energia, com o barril do petróleo Brent orbitando a casa dos US$ 100–110.

Reconfiguração estratégica

Para a Petrobras, empresa com atuação em 14 países e produção superior a 2 milhões de barris por dia, mudanças no conselho têm impacto direto na definição de prioridades estratégicas, desde investimentos em exploração até políticas de governança e retorno ao acionista.

A nova composição do colegiado será determinante para equilibrar três vetores centrais acompanhados pelo mercado: disciplina fiscal, expansão dos investimentos e autonomia operacional da companhia frente às diretrizes do governo.

Com a assembleia se aproximando, investidores mantêm atenção redobrada aos desdobramentos da indicação e aos sinais que poderão orientar a estratégia da estatal no próximo ciclo.

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DESIGN AUTORAL

Lucas Recchia estreia luminárias inéditas e marca nova fase na SP-Arte

Por Jussara Beserra - Em 07/04/2026 às 9:55 AM

Nova série de luminárias marca a expansão criativa de Lucas Recchia na SP-Arte - Fotos: Reprodução/Instagram

Nova série de luminárias marca a expansão criativa de Lucas Recchia na SP-Arte – Fotos: Reprodução/Instagram

A SP-Arte abre espaço para uma virada no percurso de Lucas Recchia. Após consolidar sua linguagem no mobiliário, o designer catarinense radicado em São Paulo direciona o foco para a iluminação escultórica, eixo central do estande que será apresentado a partir de 8 de abril, no Pavilhão da Bienal.

A nova coleção reúne sete peças inéditas, desenvolvidas como projetos comissionados e reinterpretadas para o circuito colecionável. O conjunto inclui o pendente Cirros, criado originalmente para a residência dos arquitetos Sig Bergamin e Murilo Lomas, além de novos desdobramentos em bronze, vidro e superfícies espelhadas que reforçam a investigação material do designer.

O movimento marca uma ampliação natural do vocabulário de Recchia, que no último ano intensificou sua presença fora do país com exposições em Milão, Paris e Nova York. A transição para luminárias reposiciona sua produção dentro do design contemporâneo, aproximando as peças do território da arte funcional.

Paralelamente, o designer avança no plano de abrir uma galeria própria em uma casa modernista nos arredores da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, endereço associado ao mercado de decoração de alto padrão em São Paulo. O projeto sinaliza uma estratégia de consolidação autoral e aproximação direta com colecionadores.

Na SP-Arte, a apresentação das novas luminárias funciona como síntese desse momento: peças pensadas para ambientes específicos passam a circular como objetos independentes, reforçando a assinatura escultórica que vem definindo a trajetória do designer.

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Mercado global

Petróleo mantém alta acima de US$ 109 com tensão no Oriente Médio

Por Redação - Em 07/04/2026 às 9:40 AM

Petróleo Foto Agência Brasil

A valorização ocorre em um ambiente de forte volatilidade, com investidores reagindo a sinais contraditórios sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã FOTO: Agência Brasil

Os preços do petróleo encerraram o início da semana em alta, sustentados pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio e pelas incertezas sobre o fluxo de energia na região. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou próximo de US$ 109,77, enquanto o WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou para cerca de US$ 112,41.

A valorização ocorre em um ambiente de forte volatilidade, com investidores reagindo a sinais contraditórios sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã. Declarações políticas e ameaças de escalada militar aumentaram a percepção de risco, influenciando diretamente as cotações da commodity.

Outro fator de pressão é a situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial. Restrições à navegação e ataques a embarcações têm reduzido a oferta global, levando refinarias a buscar alternativas em mercados como Estados Unidos e Mar do Norte.

Mesmo com um aumento moderado de produção anunciado pela Opep+, o mercado segue pressionado pela combinação de oferta restrita e demanda resiliente. Esse desequilíbrio tem elevado prêmios e ampliado a disputa por cargas disponíveis, especialmente entre Europa e Ásia.

Desde o início do conflito na região, o petróleo acumula forte valorização, refletindo o risco de interrupções prolongadas no abastecimento global de energia. Analistas apontam que, sem uma solução rápida para a crise, os preços devem continuar sensíveis a qualquer novo desdobramento geopolítico.

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