COMÉRCIO EXTERIOR

Governo projeta superávit comercial de US$ 72,1 bi em 2026

Por Redação - Em 07/04/2026 às 12:01 AM

Conteiner, Exportações, Balançacomercial Foto Freepik

No primeiro trimestre de 2026, o país acumula superávit de US$ 14,1 bilhões, acima dos US$ 9,6 bilhões registrados no mesmo período do ano passado FOTO: Freepik

Em meio às incertezas sobre o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o comércio exterior, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) projeta que a balança comercial brasileira terá superávit de US$ 72,1 bilhões em 2026, alta de 5,9% em relação ao saldo positivo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025.

A estimativa considera exportações de US$ 364,2 bilhões, avanço de 4,6% na comparação anual, e importações de US$ 292,1 bilhões, com crescimento de 4,2%. O valor projetado fica próximo do piso da faixa estimada anteriormente pelo governo, que varia entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Segundo o diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do MDIC, Herlon Brandão, o cenário internacional ainda apresenta incertezas, mas os indicadores internos sustentam a projeção.

“Sabemos que o cenário internacional tem desafios, mas pelas informações que temos até agora, olhando atividade econômica, taxa de câmbio e consumo, os modelos apontam para esse resultado”, afirmou.

Brandão também destacou a resiliência do comércio exterior brasileiro diante de crises. “Por mais que tenha variações, olhando a direção e o patamar, observamos um comércio exterior brasileiro relativamente estável e resiliente a crises”, acrescentou.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

Resultado de março

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, abaixo das expectativas do mercado. No período, as exportações somaram US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 25,2 bilhões.

O desempenho das exportações foi puxado principalmente pela indústria extrativa, com alta de 36,4%, impulsionada pelo aumento nas vendas de petróleo. Também houve crescimento na indústria de transformação (+5,4%) e na agropecuária (+1,1%).

Já as importações cresceram em todos os segmentos, com destaque para bens de consumo (+54,4%) e bens de capital (+26,5%).

Acumulado do ano

No primeiro trimestre de 2026, o país acumula superávit de US$ 14,1 bilhões, acima dos US$ 9,6 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Mdic, fatores como nível de atividade econômica, câmbio e preços internacionais seguem influenciando as projeções, que podem ser revisadas ao longo do ano conforme o cenário global evolua. (Agência Brasil)

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diz fazenda

Proposta de subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

Por Redação - Em 07/04/2026 às 12:01 AM

Dario Durigan, Ministro Da Fazenda Foto Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que está conversando com os governos estaduais para tentar convencê-los a entrar no acordo FOTO: Agência Brasil

Das 27 unidades da Federação, apenas duas não aderiram à proposta de subsídio de R$ 1,20 ao diesel importado, informou o Ministério da Fazenda. A medida, que integra o pacote para segurar a alta dos combustíveis, terá o custo dividido igualmente entre a União e os estados que aceitaram o acordo.

A pasta não divulgou as duas unidades federativas que não aderiram. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que está conversando com os governos estaduais para tentar convencê-los a entrar no acordo.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.

A medida, informou a Fazenda, terá custo de R$ 4 bilhões: R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para as unidades da Federação. Até a semana passada, a pasta informava que a medida custaria R$ 3 bilhões nos dois meses em que vigorará.

Na semana passada, o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

A adesão é voluntária. As cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

Produtores nacionais

Além do subsídio ao diesel importado, o governo anunciou nessa segunda-feira (6) um subsídio de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil. Também prevista para vigorar por dois meses, a ajuda custará R$ 6 bilhões (R$ 3 bilhões mensais), mas nesse caso o custo será totalmente bancado pelo governo federal. (Agência Brasil)

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SUV elétrico

Leapmotor apresenta o B10, confirma novo C16 e com produção nacional

Por Jota Pompílio - Em 06/04/2026 às 8:55 PM

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Fábrica de Goiana (PE) vai receber linha de montagem dos modelos B10 e C10.

A Leapmotor – marca de veículos elétricos da Stellantis – fez o lançamento comercial do B10, SUV médio 100% elétrico.O Leapmotor B10 chega em versão única, a Life, com preço de R$ 182.990. Mas o plano de lançamento da marca inclui um bônus de R$ 7.000 para clientes que oferecerem um veículo seminovo na troca, o que baixa o valor da novidade para R$ 175.990. Além do valor competitivo, a Leapmotor criou condições de financiamento com taxa zero e a inclusão de um carregador do tipo Wallbox para os primeiros compradores, além de já abrir a tabela especial de vendas diretas para clientes CNPJ, taxistas e público PCD.

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Modelo é espaçoso e há bastante tecnologia embutida.

O B10 é equipado com o mesmo conjunto do C10, formado pelo motor elétrico de 160 kW – que equivale a 218 cavalos de potência – torque de 24,4 kgfm e tração traseira, um detalhe que pode garantir uma condução diferenciada e ágil para o SUV elétrico. A bateria de 56,2 kWh oferece uma autonomia de 288 quilômetros – com base no ciclo Inmetro – número que, na prática, certamente não é difícil de ser superado.

A bordo, o acabamento interno é bem-feito, com muita superfície macia, mas ele não tem, por exemplo, ajuste elétrico para o banco do motorista. Consegue chamar a atenção com a tela multimídia de 14,6 polegadas com sistemas Android Auto e Apple Carplay sem fio (ainda não disponível no modelo C10). A tela de alta resolução é integrada com o pacote de assistências ao condutor do ADAS de nível 2, além de reunir os demais comandos de recursos e configurações do carro. O painel de instrumentos digital tem 8,8 polegadas e, no console central, oferece carregador de celular por indução.

O SUV tem boas dimensões: 4,51 metros de comprimento, 1,88 metro de largura, 1,67 metro de altura e bom entre-eixos de 2,73 metros. O desenho é limpo, com linhas arredondadas na dianteira, conjunto de iluminação full LED bem estreito e dividido em duas partes – chamado de Wing Star – traz rodas de liga aro 18, aerofólio traseiro, lanternas ligadas por barra iluminada e ainda teto solar panorâmico.

A bordo, o acabamento interno é bem-feito, com muita superfície macia, mas ele não tem, por exemplo, ajuste elétrico para o banco do motorista. Consegue chamar a atenção com a tela multimídia de 14,6 polegadas com sistemas Android Auto e Apple Carplay sem fio (ainda não disponível no modelo C10). A tela de alta resolução é integrada com o pacote de assistências ao condutor do ADAS de nível 2, além de reunir os demais comandos de recursos e configurações do carro. O painel de instrumentos digital tem 8,8 polegadas e, no console central, oferece carregador de celular por indução.

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C16 vem aí

Junto com o lançamento comercial do SUV B10, a diretoria da Stellantis trouxe um pacotão de novidades importantes. A primeira, é a confirmação da produção local dos modelos B10 e C10 no Polo Automotivo de Goiana (PE), onde já são fabricados modelos das marcas Jeep, Fiat e RAM. Além disso, foi confirmado também o lançamento do C16, um SUV elétrico de seis lugares – com opção de autonomia estendida – em 2027, mais o desenvolvimento da tecnologia REEV (elétrico de autonomia estendida) com motor flex para os modelos que serão produzidos no país.

 

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