Trânsição elétrica

Primeira Ferrari elétrica surge, mas causa polêmica a bordo. Saiba quais

Por Jota Pompílio - Em 11/02/2026 às 12:03 PM

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No cockpit da Ferrari Luce. Modelo deve ser lançado esse ano e tudo indica que seja no segundo semestre.

Já que estamos em pleno Jogos Olímpicos de Inverno na Itália, nada mal falar de um símbolo italianíssimo, né? Nesse caso, a Ferrari! Tudo isso porque que a brand lançará, ainda neste ano, seu primeiro modelo elétrico e que já está batizado de Ferrari Luce (‘luz’, em italiano). Além do nome, a marca soltou algumas imagens oficiais do interior do esportivo a bateria.

Aí, meu caro internauta da In Road, a polêmica se deu pela reação dos fãs que foi majoritariamente negativa, criticando sua aparente simplicidade por dentro e a falta de emoção sonora do motor a combustão.

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A trasmissão automática do Luce.

A bordo

De princípio, completamente dentro do carro, o modelo chama atenção pelas telas que substituem qualquer mostrador analógico comum em superesportivos tradicionais. O quadro de instrumentos, por exemplo, conta com três mostradores redondos que imitam visores analógicos dos anos 1950 e 1960. As peças, entretanto, são digitais, onde quem está ao volante, pode conferir o velocímetro, ao centro e indicadores de força G (à direita) e de consumo e regeneração de energia (à esquerda).

Sem esquecer o passado, os designers colocaram lentes à moda de relógios clássicos sobre os visores de alta resolução, facilitando a leitura dos instrumentos. É uma abordagem baseada no conceito de reduzir a carga cognitiva do motorista, explica a Ferrari.

“Os gráficos são propositalmente minimalistas e claros, permitindo que os motoristas obtenham informações essenciais de forma rápida e sem esforço, mantendo sua atenção na estrada”, explicou, em comunicado. Reforçaram que os mostradores movimentam-se em harmonia com a direção. Essa peculiaridade foi mais elogiado pelos fãs da marca na internet. Isso porque, além da composição em alumínio especial, ele apresenta três raios achatados, remetendo a modelos antigos. Há borboletas (de função ainda incerta) e botões de seta no miolo, dispensando as alavancas tradicionais.

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A centra mídia foi a que recebeu mais críticas pela simplicidade.

Já a central multimídia de 10″ do carro foi a menos elogiada. Inclusive, havia comentários que a comparava aos de modelos de veículos normais como o Fiat Argo. A Ferrari, entretanto, destaca a peça como um elemento fundamental para curtir a Luce. A multimídia pode funcionar como relógio, cronógrafo e bússola, além de operar como um controle de largada. Além disso, traz detalhes da qualidade do ar, dos modos de condução e do consumo de energia do carro. Também espera-se funções mais triviais, como suporte a Android Auto e Apple Carplay.

Sob a tela, pequenas chaves (também de estilo retrô) servem para comandar o ar-condicionado. A seleção de marcha é feita por botões no console central e, em dois nichos no volante, o motorista pode selecionar modo mais econômicos ou esportivos de pilotagem, entre outros ajustes.

Por fim, a marca anunciou que a chave do carro também será feita do vidro Gorilla Glass, mas com um detalhe extra: ela muda de cor, utilizando uma nova tecnologia de ‘tinta eletrônica”. Dessa forma, assim que é posicionada no console central, a peça muda de amarelo para preto, se integrando discretamente ao nicho dedicado.

 

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