Sistema Financeiro
Banco Central abre investigação interna sobre escândalo do Banco Master e apura falhas na fiscalização
Por Suzete Nocrato - Em 29/01/2026 às 9:53 AM

Banco Central busca identificar eventuais falhas no processo de fiscalização e liquidação do Banco Master. Foto: Valor Investe
O Banco Central abriu uma investigação interna para apurar o que ocorreu no escândalo do Banco Master, instituição financeira controlada por Daniel Vorcaro, liquidada no fim de 2025. Segundo apuração do jornal O Globo, a sindicância busca identificar eventuais falhas no processo de fiscalização e liquidação do banco e está sendo conduzida sob sigilo pela corregedoria da autoridade monetária. A decisão partiu do presidente do BC, Gabriel Galípolo, e foi tomada no fim do ano passado.
Em meio ao avanço da apuração, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que comandavam o Departamento de Supervisão Bancária (Desup), entregaram seus cargos. Até o momento, não há acusações formais contra os ex-dirigentes. Procurado, o Banco Central afirmou que “a alternância de nomes em cargos comissionados é uma prática normal no âmbito da administração pública”.
Souza foi o primeiro a deixar o posto. Servidor de carreira, ele havia sido diretor de Fiscalização do BC e foi o responsável por autorizar a compra do Banco Máxima por Daniel Vorcaro, operação que deu origem ao Banco Master. Mais recentemente, atuava como chefe-adjunto do Desup, acompanhando a solidez e a estabilidade do mercado financeiro.
Na sequência, deixou o cargo Belline Santana, então chefe do Departamento de Supervisão Bancária. Ele chegou a ser cotado para substituir Souza na diretoria de Fiscalização, atualmente ocupada por Aílton de Aquino Santos. Belline assinou diversos ofícios e despachos do Banco Central encaminhados ao Ministério Público Federal (MPF) relacionados ao Banco Master.
Um desses documentos foi citado pela defesa de Daniel Vorcaro em sua argumentação perante a Justiça. Em ofício enviado ao MPF, Belline relata que uma operação suspeita de compra de carteiras fictícias de crédito pelo Master, no fim de 2024, foi desfeita no início de 2025. Em outro trecho, afirma que o Banco Central não identificou indícios de irregularidades em transações de crédito consignado originadas pelo próprio Master.

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