Cultura em Luto

Adeus a Zé Tarcísio: multiartista cearense deixa legado de 65 anos de criação

Por Julia Fernandes Fraga - Em 09/01/2026 às 11:14 AM

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Fortalezense estava internado no Hospital de Messejana. Foto: Reprodução/@luisacela

O artista visual cearense Zé Tarcísio morreu na madrugada desta sexta-feira (9), aos 84 anos. Ele estava internado no Hospital de Messejana, em Fortaleza. Horário e local do velório e do enterro ainda não foram divulgados.

Após a confirmação, nas redes sociais, a secretária da Cultura do Ceará, Luisa Cela, prestou homenagem: “[…] Obrigada por tanto, Zé! Descansa em paz. Meus profundos sentimentos a grande família, amigos, amigas e admiradores que você formou nessa caminhada.”

 

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Um post compartilhado por Luisa Cela (@luisacela)

O artista Marcio Caetano também lamentou a partida: “Zé Tarcísio se encantou _ virou uma estrela. além do artista foi um militante das artes e da cultura _ vai fazer uma falta danada _ vá na paz”.

A trajetória de Zé Tarcísio deixa contribuição decisiva para a arte cearense e brasileira, marcada por mais de seis décadas de criação, pesquisa e experimentação.

Trajetória artística

Natural de Fortaleza, nascido em 1941, Zé Tarcísio iniciou sua carreira aos 19 anos, em 1960 — período que definia como um “boom cultural” na cidade, impulsionado por ações da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Ao longo das décadas, consolidou-se como multiartista, dominando pintura, escultura, objetos e instalações. Seu trabalho buscava fortalecer diálogos entre memória, natureza e cultura.

Em 2025, celebrou 65 anos de carreira, marco lembrado na exposição “Zé Tarcísio – 6585”, que reúne 60 obras e segue aberta até março de 2026 na Caixa Cultural Fortaleza. No dia 8 de fevereiro deste ano, completaria 85 anos.

Zé Tarcísio teve atuação marcante ainda em diferentes capitais culturais, como São Paulo – participou da 9ª Bienal de São Paulo em 1967; Rio de Janeiro – estudou e expôs em diversos espaços artísticos; e Paris – representou o Brasil na Bienal de Artes da cidade em 1971, ampliando seu reconhecimento internacional.

Suas obras integram acervos de importantes instituições como Museu Nacional de Belas Artes; Museu de Arte Contemporânea do Ceará; Museu Histórico Nacional; e Museu Afro Brasil.

Mostra em Fortaleza destaca a reinvenção constante de Zé Tarcísio ao longo de 60 anos de carreira

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