Roteiro Asiático

Entre tradição e futuro: Pompeu Vasconcelos vive imersão em Xangai em busca de inovação, cultura e conexões

Por Jussara Beserra - Em 11/03/2026 às 12:06 AM

Mariana Da Fonte E Pompeu Vasconcelos

Pompeu Vasconcelos e Mariana da Fonte exploram Xangai durante roteiro pela China. Fotos: Arquivo Pessoal

Poucos dias após viver um dos momentos mais delicados de sua trajetória pessoal, com a despedida de sua mãe, Fernanda Benevides de Vasconcelos, Pompeu Vasconcelos embarcou rumo à China ao lado de Mariana da Fonte. O que poderia ser apenas mais um deslocamento internacional acabou ganhando um significado mais amplo e se transformou em uma jornada de observação, aprendizado e conexão com um dos destinos mais fascinantes do mundo contemporâneo.

Em Xangai, tradição e modernidade convivem lado a lado. Templos milenares, jardins clássicos e bairros históricos dividem espaço com uma das skylines mais conhecidas da Ásia, refletindo o momento atual do país, que preserva sua herança cultural enquanto segue em rápido processo de desenvolvimento.

A passagem pela cidade também permite observar como o país organiza seus centros urbanos, desenvolve infraestrutura e conecta cultura, tecnologia, design e negócios, elementos que ajudam a explicar o ritmo de transformação das grandes metrópoles chinesas.

Pudong: o lado futurista de Xangai

Pompeu Vascocelos E Mariana Da Fonte (4)

Pudong concentra o skyline futurista de Xangai

Cortada pelo Rio Huangpu, a metrópole revela dois cenários urbanos distintos. De um lado está Pudong, região que concentra o principal centro financeiro e alguns dos arranha-céus mais altos do mundo. Do outro, Puxi, área que preserva grande parte da arquitetura histórica local.

É em Pudong que se encontra um dos horizontes arquitetônicos mais marcantes do destino. A área reúne edifícios como a Shanghai Tower, com mais de 630 metros de altura, o Shanghai World Financial Center, conhecido pelo topo em formato de “abridor de garrafa”, e a elegante Jin Mao Tower.

Próxima dali, a icônica Oriental Pearl Tower completa o cenário com suas esferas futuristas e ajuda a definir a identidade visual da região. O conjunto arquitetônico tornou-se um dos símbolos do crescimento econômico chinês nas últimas décadas.

Entre templos e jardins

Pompeu Vascocelos E Mariana Da Fonte (8)

Pompeu Vasconcelos E Mariana Da Fonte

Apesar do avanço urbano, a cidade preserva espaços que revelam a profundidade histórica da cultura chinesa. O Jing’an Temple surge cercado por arranha-céus contemporâneos, criando um contraste marcante entre espiritualidade milenar e urbanização acelerada.

Já o Yuyuan Garden apresenta um cenário completamente diferente: pontes em zigue-zague, pavilhões delicados e jardins que traduzem a estética clássica chinesa. Esses espaços mostram como o passado permanece presente na identidade cultural do país.

O Bund: o lado histórico da cidade

Fairmont Peace Hotel

Fairmont Peace Hotel – Créditos: Divulgação

Um dos momentos mais marcantes da visita acontece na travessia do rio que divide a cidade. Em poucos minutos de ferry é possível sair da região moderna e chegar à margem histórica.

Ali está o The Bund, uma das avenidas mais emblemáticas do destino. O calçadão reúne edifícios construídos entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, quando a cidade se consolidou como um importante porto internacional do Oriente.

Entre os marcos da área está o Fairmont Peace Hotel, instalado em um dos prédios históricos mais conhecidos da avenida. Quando as luzes da cidade se acendem, o cenário oferece uma das paisagens emblemáticas do destino, com os edifícios históricos iluminados diante do horizonte contemporâneo de Pudong refletido nas águas do rio.

Rooftops e gastronomia

Com o cair da noite, a região do Bund muda de ritmo. Muitos dos edifícios históricos que antes abrigavam bancos e escritórios foram convertidos em restaurantes, bares e lounges que hoje fazem parte do circuito gastronômico da cidade.

Um dos exemplos mais conhecidos é o Bund 18, construção do início do século XX que passou por restauração e hoje reúne diferentes casas de gastronomia e entretenimento. No local funcionam endereços como o Hakkasan Shanghai, especializado em culinária cantonesa contemporânea, e o Bar Rouge, espaço que se tornou conhecido pela vista para o skyline do outro lado do rio.

Ao longo do calçadão e das ruas próximas, outros prédios históricos também foram adaptados para abrigar restaurantes e bares. A concentração desses estabelecimentos transformou o entorno em um dos pontos mais frequentados da vida noturna local, com vista direta para os arranha-céus do lado moderno da cidade.

Experiências imperdíveis

Para quem visita a cidade pela primeira vez, alguns programas ajudam a observar melhor seus contrastes urbanos e sua dinâmica cultural.

– Travessia do Rio Huangpu de ferry
– Caminhada noturna pelo calçadão do Bund
– Jazz Bar do Fairmont Peace Hotel
– Rooftops do Bund 18
– Fotos na Waibaidu Bridge iluminada

Dicas de Mariana da Fonte

Mariana Da Fonte

Mariana Da Fonte

Durante a viagem, Mariana da Fonte reuniu algumas orientações práticas para quem deseja explorar a cidade com mais tranquilidade.

Uma delas é iniciar os passeios no fim da tarde, quando a iluminação destaca o contraste entre os edifícios históricos e o skyline contemporâneo.

Outra recomendação é reservar restaurantes com antecedência, sobretudo nas áreas mais movimentadas.

Caminhar pelas ruas antigas localizadas atrás do calçadão do Bund também permite perceber traços do passado comercial da região. Em março, levar um casaco pode fazer diferença, já que o vento vindo do rio costuma deixar as noites mais frias.

 

 

 

Seguir em frente

A passagem por Xangai deixa mais do que memórias de viagem. Ela também abre espaço para reflexão, descoberta e renovação. Em uma cidade que parece permanentemente voltada para o futuro, seguir em frente, aprendendo e construindo novas pontes, pode ser também uma forma silenciosa de honrar as histórias e os afetos que fazem parte dessa trajetória.

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