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Aprovação de Trump recua a 34% e atinge pior nível do mandato sob pressão da guerra com Irã

Por Redação - Em 29/04/2026 às 12:01 AM

Trump Mineracao Bloomberg

Apenas 22% dos entrevistados aprovam a gestão de Trump sobre custo de vida, abaixo dos 25% da pesquisa anterior

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 34% e atingiu o menor patamar de seu atual mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos concluída em 27 de abril. O recuo ocorre em meio ao desgaste provocado pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã, além do avanço expressivo do custo de vida, especialmente nos combustíveis, que passaram a pressionar diretamente o orçamento das famílias americanas.

O levantamento mostra queda de dois pontos percentuais em relação à sondagem anterior, quando Trump registrava 36% de aprovação. Desde o início do mandato, em janeiro de 2025, quando tinha 47%, a trajetória tem sido de erosão gradual, agora acelerada pela percepção de que o conflito internacional elevou preços domésticos e ampliou a insegurança econômica.

A inflação no cotidiano aparece como um dos principais vetores de insatisfação. Apenas 22% dos entrevistados aprovam a gestão de Trump sobre custo de vida, abaixo dos 25% da pesquisa anterior. No centro da pressão está a gasolina, cujo preço médio subiu mais de 40% desde o início dos ataques de EUA e Israel ao Irã, alcançando US$ 4,18 por galão, em um cenário de disrupção logística que afetou cerca de um quinto do comércio global de petróleo.

Na política externa, o conflito também cobra seu preço. Só 34% aprovam a condução da guerra contra o Irã, índice inferior aos 36% de abril e 38% de março. A combinação entre custos energéticos elevados, temor inflacionário e incerteza geopolítica amplia a preocupação entre republicanos sobre o impacto nas eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.

Mesmo com 78% de apoio entre republicanos, a pesquisa revela fissuras dentro da própria base: 41% dos eleitores do partido desaprovam sua atuação frente ao custo de vida. Entre independentes, grupo decisivo para o Congresso, os democratas aparecem com vantagem de 14 pontos na preferência eleitoral. O cenário reforça como inflação e energia voltaram ao centro da disputa política americana — e podem redefinir o equilíbrio de poder em Washington nos próximos meses.

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