INFRAESTRUTURA E SEGURANÇA
Sobral e Iguatu entram no novo ciclo de investimentos aeroportuários do MPor
Por Marcelo Cabral - Em 15/01/2026 às 7:35 PM
Os municípios cearenses de Sobral e Iguatu integram o novo pacote de investimentos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) voltado ao fortalecimento da infraestrutura aeroportuária no Nordeste. Os aportes destinados ao recorte regional superam R$ 424 milhões e fazem parte da nova carteira pública de empreendimentos para o ciclo 2026/2027, estimada em quase R$ 1,8 bilhão.

Aeroporto de Sobral receberá uma moderna estação meteorológica Foto: Thiago Stille/Casa Civil
Serão elaborados estudos e projetos básicos para o aeroporto de Feira de Santana e os novos aeródromos de Iguatu e Conde. A programação contempla ainda a instalação de estações meteorológicas nos municípios de Sobral, Balsas, Patos e Gurupi. Além disso, já há recursos assegurados para obras e melhorias de infraestrutura nos aeroportos de Barra do Corda, Bacabal, Santa Inês, Picos e Ilhéus. “Estamos estruturando uma carteira robusta, que prepara os aeroportos regionais para crescer com segurança, eficiência e foco no desenvolvimento das cidades”, afirmou o titular do MPor, Sílvio Costa Filho.
Na mesma linha, o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, ressaltou a importância do planejamento técnico prévio. “Ao investir em estudos e projetos, ganhamos agilidade na execução das obras e asseguramos intervenções mais adequadas. A adoção de metodologias como o BIM reforça esse processo, ao integrar informações técnicas, custos e prazos, reduzindo riscos, aumentando a eficiência e elevando a qualidade das entregas”, explicou.
Investimentos regionais
A nova carteira pública de investimentos em aeroportos regionais prevê 34 novos empreendimentos em 31 aeroportos, distribuídos por 16 estados brasileiros. Um dos principais diferenciais do programa é a adoção da metodologia BIM (Building Information Modelling) em cerca de 65% dos projetos, em consonância com a Estratégia BIM BR e com a Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, que rege as novas contratações públicas.
O BIM consiste em uma abordagem integrada para planejar, projetar, construir e gerenciar obras a partir de modelos digitais inteligentes que concentram, em um único ambiente, todas as informações físicas e funcionais da infraestrutura. Diferentemente dos projetos tradicionais em duas dimensões, a metodologia permite a integração de dados como materiais, custos, prazos e manutenção, promovendo maior colaboração entre os agentes envolvidos, redução de falhas e decisões mais assertivas ao longo do ciclo de vida dos empreendimentos.
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