
Forças de segurança americanas isolam prédio federal em Saint Paul, Minnesota. Foto: Octavio Jones/AFP
A administração do presidente Donald Trump anunciou o fim das amplas operações federais de imigração em Minnesota, marcando um recuo significativo em uma ofensiva que resultou em detenções em massa, protestos nacionais e na morte de dois cidadãos americanos.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira pelo chamado “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, que confirmou a decisão presidencial.
— Eu propus, e o presidente Trump concordou, que essa operação de reforço seja concluída — afirmou Homan em entrevista coletiva realizada simultaneamente a uma audiência no Senado dos Estados Unidos sobre fiscalização migratória. — Uma retirada significativa de agentes já começou nesta semana e continuará na próxima.
Mais de 4 mil detenções
A ofensiva, iniciada no fim do ano passado, foi apresentada como parte do endurecimento da política migratória dos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Segurança Interna, mais de 4 mil pessoas foram presas no estado desde o início da operação. O órgão, contudo, não detalhou quantos dos detidos enfrentavam acusações criminais.
Além disso, autoridades prenderam mais de 200 pessoas por obstrução ao trabalho das forças de segurança, conforme informou Homan.
O avanço das ações federais provocou forte reação da sociedade civil e ampliou o escrutínio no Congresso dos Estados Unidos, especialmente após confrontos fatais envolvendo agentes de imigração.
Durante a ofensiva, dois cidadãos americanos foram mortos em episódios distintos: Renee Good, 37 anos, mãe de crianças pequenas, e Alex Pretti, 37, enfermeiro de UTI em um hospital para veteranos. Em outro incidente, um agente atirou e feriu um imigrante venezuelano que, segundo as autoridades, estava no país ilegalmente.
Em meio à crescente pressão política, o comandante da Patrulha de Fronteira responsável pela operação, Gregory Bovino, foi afastado do cargo. Tom Homan foi então enviado a Minnesota para reavaliar a condução das ações e adotar um discurso mais conciliador.
A decisão de encerrar a ofensiva representa um movimento estratégico da Casa Branca para conter a crise política e reduzir a tensão social provocada pelas ações de fiscalização migratória.

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