aviação comercial
Após saída do Chapter 11, Azul foca em crescimento responsável e descarta fusão com Grupo Abra
Por Redação - Em 23/02/2026 às 1:30 PM

A saída do Chapter 11 marca o início de um novo ciclo para a Azul, centrado na geração de caixa, fortalecimento da marca e reconquista da confiança dos passageiros
A Azul Linhas Aéreas concluiu, na última sexta-feira (20), o seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos — o Chapter 11 iniciado em maio de 2025 — e agora prioriza a saúde do caixa, expansão sustentável e recuperação da satisfação dos clientes, disse hoje o CEO John Rodgerson em coletiva.
Com a reestruturação concluída, a companhia opera atualmente 175 aeronaves e busca consolidar uma estratégia de crescimento responsável, sem metas agressivas que comprometam qualidade e rentabilidade. Rodgerson afirmou que a Azul optou por devolver aviões mais antigos com altos custos de arrendamento ao longo do processo, simplificando sua estrutura operacional.
O CEO destacou ainda que a empresa saiu mais forte das negociações com arrendadores e financiadores, recebendo um interesse de mercado muito superior ao verificado no início do Chapter 11. Enquanto no início da recuperação judicial a Azul recebeu quatro propostas para financiar aeronaves da Embraer, no mês passado foram 27 ofertas, segundo ele.
Rodgerson foi categórico ao afirmar que a Azul não retomará negociações para uma eventual fusão com o Grupo Abra, que controlaria uma combinação com a Gol Linhas Aéreas. Segundo o executivo, a reestruturação reduziu significativamente o endividamento da empresa, tornando desnecessária qualquer operação desse tipo neste momento. “Nosso balanço saiu muito menos alavancado do que quando nossos concorrentes saíram”, afirmou.
O CEO também comentou a movimentação da Latam Airlines Brasil, que tem contratado antecipadamente pilotos para sua nova frota em 2026. Rodgerson disse que esse tipo de recrutamento faz parte da dinâmica do setor aéreo, mas lembrou que, durante sua própria reestruturação, outras companhias chegaram a demitir cerca de 2,5 mil pilotos, demonstrando que ajustes de força de trabalho são comuns na indústria.
Sobre a relação com a TAP Air Portugal, Rodgerson afirmou que a Azul busca recuperar valores a receber da companhia portuguesa por operações passadas, sem revelar montantes ou prazos específicos, mas ressaltou que o tema está sendo acompanhado de perto.
A saída do Chapter 11 marca o início de um novo ciclo para a Azul, centrado na geração de caixa, fortalecimento da marca e reconquista da confiança dos passageiros após anos de ajustes financeiros e operacionais.
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