Performance do Varejo

Fluxo de consumidores em shopping centers cresce 3% no início de 2026

Por Redação - Em 23/02/2026 às 4:29 PM

No consolidado de lojas físicas, incluindo shoppings e comércio de rua, o avanço foi mais moderado, com alta de 1% no fluxo anual

O fluxo de consumidores em shopping centers no Brasil registrou alta de 3% em janeiro de 2026 na comparação com igual mês de 2025, segundo o Índice de Performance do Varejo (IPV), elaborado pela HiPartners Capital & Work. O resultado sinaliza um início de ano positivo para o varejo físico após a forte sazonalidade observada no último trimestre de 2025.

No consolidado de lojas físicas, incluindo shoppings e comércio de rua, o avanço foi mais moderado, com alta de 1% no fluxo anual. Em contrapartida, o comércio de rua isoladamente apresentou desempenho mais fraco, com queda de 17% no fluxo de clientes e recuo de 2% tanto no número de cupons quanto no faturamento, segundo a análise divulgada.

Especialistas consultados pela HiPartners apontam que esse cenário aponta para um varejo mais seletivo, em que localidades com estratégias de atração bem definidas conseguem atrair mais público, mesmo em um ambiente econômico ainda incerto.

Os dados do IPV destacam diferenças regionais no desempenho do varejo. O Norte registrou crescimento de 110% no fluxo acumulado em 12 meses e 10% de alta no faturamento, indicando forte expansão na região. O Centro-Oeste também mostrou resiliência, com crescimento de 3% no volume financeiro total.

Nas demais regiões, o Sul e o Nordeste ficaram próximos da estabilidade, enquanto o Sudeste apresentou leve retração de 1% no faturamento.

Por categoria de produto, itens essenciais e de conveniência puxaram o desempenho positivo: o setor farmacêutico, de perfumaria e cosméticos teve avanço de 110% no fluxo de consumidores, seguido por alta de 8% em móveis e eletrodomésticos e 12% em outros artigos de uso pessoal e doméstico.

O resultado mais recente reforça a tendência de recuperação gradual do varejo físico após períodos de queda no fluxo de clientes, especialmente no início da pandemia e em meses posteriores. Apesar da retomada observada em centros de compras, especialistas alertam que o ritmo de crescimento ainda pode ser influenciado por fatores macroeconômicos, como renda disponível, taxas de juros e comportamento do consumidor.

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