ATAQUES CIRÚRGICOS

FDI e Exército dos EUA atuaram de forma planejada e integrada na operação no Irã

Por Marcelo Cabral - Em 02/03/2026 às 1:27 AM

As Forças de Defesa de Israel (FDI) e o Exército dos Estados Unidos promoveram uma operação conjunta com o objetivo de atingir de forma decisiva o regime dos aiatolás no Irã e remover ameaças ao Estado de Israel a longo prazo. A ação incluiu ofensivas contra dezenas de alvos militares e foi realizada como parte de um ataque amplo, coordenado e conjunto contra o regime.

Rafael Rozenszajn disse que o planejamento da operação foi rigoroso         Foto: Reprodução/Facebook

Além da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, a ofensiva militar cirúrgica resultou também na eliminação de importantes membros das forças de segurança iranianas como: Abdolrahim Mousavi, Ali Shamkhani, Aziz Nasirzadeh e Mohammad Pakpour. O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad também foi morto durante os bombardeios a Teerã.

Segundo o major Rafael Rozenszajn, porta-voz das FDI para países de língua portuguesa, a operação é resultado de meses de planejamento integrado entre as duas forças. “Nos meses que antecederam o ataque, foi realizado um planejamento conjunto e estreito entre as FDI e o Exército dos EUA, o que possibilitou a execução da ampla operação”, afirma.

De acordo com Rozenszjan, a decisão de avançar ocorreu diante da avaliação de que o Irã manteve suas intenções estratégicas. “O regime iraniano não abandonou o plano de destruir Israel. Nos últimos meses – e apesar do duro golpe sofrido na última operação -, identificamos que o regime continuou tentando fortalecer, proteger e ocultar seus programas nucleares, além de restaurar o processo de produção de mísseis”.

Ele acrescenta que o Irã também manteve apoio a seus aliados nas fronteiras israelenses. “O regime continuou financiando, treinando e armando seus representantes estabelecidos nas fronteiras de Israel. Essas ações constituem uma ameaça existencial ao Estado de Israel e ameaçam o Oriente Médio e o mundo inteiro”.

Ainda segundo o porta-voz, o Exército israelense passou por um processo prolongado de preparação antes da ofensiva. “As FDI, em todos os seus setores, conduziram um processo cuidadoso e de longo prazo de preparação para a operação, tanto nos sistemas de defesa quanto nos diferentes planos de ataque”, completa Rafael Rozenszjan.

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