Retorno ao investidor

Itaú vai distribuir R$ 3,85 bilhões em juros sobre o capital próprio aos acionistas

Por Redação - Em 02/03/2026 às 11:30 AM

Itau Unibanco

A quantia representa um pagamento bruto de R$ 0,34888 por ação das classes ordinárias e preferenciais

O conselho de administração do Itaú Unibanco aprovou o pagamento de R$ 3,85 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP), a serem distribuídos aos acionistas ao longo de 2026, segundo fato relevante divulgado pelo banco.

A quantia representa um pagamento bruto de R$ 0,34888 por ação das classes ordinárias (ITUB3) e preferenciais (ITUB4). Após a retenção de 17,5% de Imposto de Renda na Fonte, o montante líquido por ação fica em cerca de R$ 0,2878.

Para ter direito ao JCP, os investidores precisam estar com as ações registradas em sua posse até o dia 19 de março de 2026. A partir de 20 de março, os papéis serão negociados “ex-JCP”, o que significa que novos compradores não receberão o provento.

O banco informou que os valores aprovados serão pagos até 31 de agosto de 2026, de acordo com o cronograma definido pela diretoria.

Contexto e balanço

O anúncio ocorre em meio à temporada de resultados corporativos, quando diversas empresas listadas na B3 divulgam seus lucros e distribuições de dividendos e JCP. Analistas destacam que a decisão reforça a política de retorno de capital do banco, mesmo diante de um ambiente econômico ainda incerto.

Além disso, versões preliminares dos balanços recentes mostram que o Itaú mantém métricas operacionais consistentes, com destaque para a qualidade de ativos e carteira de crédito, fatores que sustentam a capacidade de distribuição de proventos ao longo do ano.

Especialistas ressaltam que, embora o pagamento de JCP seja vantajoso para acionistas, o impacto líquido efetivo depende de fatores como o imposto retido na fonte, o preço das ações no período e a estratégia de cada investidor. Por isso, decisões de compra ou venda devem ser alinhadas com os objetivos financeiros individuais.

O movimento também sinaliza ao mercado que o banco continua a priorizar a remuneração aos acionistas como parte de sua política de capital, em um momento em que instituições financeiras brasileiras buscam equilibrar crescimento, gestão de risco e retorno aos investidores.

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