Disputa Interna

PSD enfrenta dilema presidencial enquanto governadores lidam com fragilidades regionais

Por Suzete Nocrato - Em 02/03/2026 às 1:42 PM

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Gilberto Kassab com os presidenciáveis Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior. Foto: Instagram

Mesmo sem garantias de viabilidade em uma eventual corrida ao Palácio do Planalto, os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), todos do PSD, enfrentam um desafio simultâneo: consolidar seus projetos nacionais enquanto tentam estruturar sucessões competitivas em seus estados.

Além da incerteza no cenário da eleição presidencial de 2026, os três líderes esbarram em obstáculos domésticos. Nos estados do Sul, por exemplo, os nomes apoiados por Ratinho Júnior e Eduardo Leite apresentam desempenho frágil nas pesquisas locais, o que pode dificultar o plano de continuidade política.

Como estão em seus segundos mandatos, os governadores precisarão buscar novos cargos em 2026 — o que inclui a possibilidade de disputar o Senado, caso não avancem na corrida presidencial.

Desempenho nas pesquisas

Entre os três, Ratinho Júnior surge como o mais bem posicionado na mais recente sondagem sobre o cenário eleitoral envolvendo pré-candidatos do PSD.

O levantamento indica que Ratinho Júnior tem 8% das intenções de voto; Ronaldo Caiado, 4% e Eduardo Leite, 3%

Ainda assim, nenhum dos pessedistas alcançaria o segundo turno, segundo as simulações da Genial/Quaest. O estudo aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lideram as preferências do eleitorado.

Diante desse quadro, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a legenda deve definir seu nome até 15 de abril. “O Brasil estará muito bem servido se puder contar com Ronaldo Caiado, Eduardo Leite ou Ratinho Júnior como seu presidente da República, a partir de 2027″, afirmou Kassab no último dia 20, numa rede social.

Para o cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira, da Fundação Getulio Vargas (FGV), o movimento atual do PSD remete ao histórico do antigo MDB. “É um grande partido que não consegue ter um projeto próprio. É o velho grande MDB. Ele é tão fragmentado que ninguém une algo em torno de si”, afirmou.

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