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Meta testa busca de compras em chatbot de IA e amplia disputa com ChatGPT e Gemini

Por Suzete Nocrato - Em 03/03/2026 às 11:12 AM

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Meta Platforms testa ferramenta de compras com IA para rivalizar com ChatGPT e Gemini. Foto: Gabby Jones/Bloomberg

A Meta Platforms iniciou testes de um novo recurso de pesquisa de compras em inteligência artificial dentro do seu chatbot Meta AI, movimento estratégico que posiciona a companhia em confronto direto com soluções semelhantes oferecidas pelo OpenAI, criadora do ChatGPT, e pelo Google, responsável pelo Gemini.

A funcionalidade permite que usuários solicitem sugestões de produtos, inaugurando uma nova frente de monetização baseada em comércio eletrônico integrado à IA generativa. O recurso está sendo liberado gradualmente para parte dos usuários do navegador Web do Meta AI nos Estados Unidos.

Como funciona a nova ferramenta

Ao receber um pedido de recomendação, o chatbot apresenta um carrossel de imagens de produtos, acompanhado de legendas com informações sobre marca, site de venda e preço. Além da exibição visual, o sistema oferece uma explicação breve das recomendações em formato de marcadores, detalhando os critérios utilizados.

Um porta-voz da Meta confirmou que a ferramenta de compras está em fase de testes, mas não forneceu detalhes adicionais sobre expansão, modelo de monetização ou cronograma oficial de lançamento.

Embora o chatbot não ofereça opção de pagamento ou checkout dentro da plataforma, os usuários podem clicar nos links fornecidos pelos comerciantes para prosseguir com a pesquisa ou finalizar a compra nos sites indicados.

O CEO Mark Zuckerberg estabeleceu como meta estratégica a criação de uma “superinteligência pessoal”, conceito que sintetiza a ambição da empresa de desenvolver uma IA profundamente personalizada.

Durante teleconferência realizada em janeiro, Zuckerberg afirmou que a Meta começará a lançar novos produtos nos próximos meses capazes de demonstrar a habilidade da companhia em oferecer uma “experiência exclusivamente pessoal” baseada no histórico, nos interesses, no conteúdo consumido e nos relacionamentos dos usuários.

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