Geopolítica

Relatório dos EUA aponta presença chinesa no Brasil com possível uso militar

Por Redação - Em 05/03/2026 às 1:42 PM

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As acusações surgem em meio à crescente rivalidade tecnológica e militar entre Estados Unidos e China

Um relatório apresentado ao Congresso dos Estados Unidos levantou suspeitas sobre a atuação da China em território brasileiro. O documento afirma que instalações ligadas a programas espaciais e tecnológicos no país poderiam ter aplicações militares, ampliando a preocupação de autoridades americanas com a presença estratégica de Pequim na América Latina.

Segundo o relatório, pelo menos duas estruturas localizadas no Brasil estariam associadas a uma rede maior de instalações espaciais chinesas na região. Os autores do documento afirmam que esses centros poderiam ser utilizados para monitorar satélites, rastrear objetos no espaço e até acompanhar movimentações de ativos militares.

O estudo identifica ao menos 11 instalações vinculadas à China em países da América Latina, incluindo Brasil, Argentina, Venezuela, Bolívia e Chile. Na avaliação de parlamentares americanos, esse tipo de infraestrutura pode ter uso duplo — civil e militar — o que dificultaria a separação entre cooperação científica e atividades de defesa.

Entre os pontos citados está uma estação terrestre associada a projetos aeroespaciais no Nordeste brasileiro, que poderia ampliar a capacidade chinesa de monitoramento em tempo real sobre a América do Sul. O documento sustenta que essas estruturas podem integrar sistemas de vigilância espacial e de comunicações estratégicas.

As acusações surgem em meio à crescente rivalidade tecnológica e militar entre Estados Unidos e China. Especialistas apontam que a expansão de parcerias espaciais e de infraestrutura em países emergentes tem sido parte da estratégia chinesa para ampliar influência global.

Até o momento, não há confirmação oficial de que as instalações tenham uso militar direto, e autoridades brasileiras não anunciaram mudanças nas cooperações tecnológicas existentes com o país asiático. O tema, porém, intensificou o debate sobre segurança estratégica e presença estrangeira em projetos espaciais na América Latina.

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