
Donald Trump afirmou que ação seria “uma perda de tempo”. Foto: Mark Schiefelbein/AP
Em meio ao aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6/3) que não considera, neste momento, enviar tropas terrestres ao Irã. O republicano afirmou que a ação seria “uma perda de tempo”, já que o regime iraniano “está perdendo tudo”. A declaração foi feita durante entrevista à emissora norte-americana NBC, enquanto o governo iraniano sinaliza que se prepara para um possível confronto militar direto.
Mais cedo, na mesma emissora, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país já se prepara para uma eventual invasão terrestre americana. Segundo o chanceler, Teerã aguarda a chegada das forças norte-americanas para um confronto direto. “Assim podemos confrontá-los e isso seria um desastre para eles”, declarou.
Também nesta sexta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica reforçou o tom de mobilização militar e afirmou que o Irã está pronto para travar uma guerra prolongada. Analistas internacionais avaliam que os Estados Unidos podem intensificar suas operações militares contra o país nos próximos dias, embora ainda não haja clareza sobre a possibilidade de uma intervenção terrestre com o objetivo de derrubar a liderança em Teerã.
Segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica, o Irã pretende apresentar novos armamentos avançados ainda não utilizados em campo de batalha. Em comunicado oficial, o brigadeiro-general Ali Mohammad Naeini alertou que os adversários do país devem se preparar para novos ataques. Os inimigos do Irã “devem esperar golpes dolorosos”, afirmou o militar ao anunciar a próxima fase das operações.
— “As novas iniciativas e armas do Irã estão a caminho”, declarou Naeini. “Essas tecnologias ainda não foram empregadas em larga escala.” O comandante acrescentou que o país estaria mais preparado agora do que durante a guerra de 12 dias do ano passado, conduzida por Estados Unidos e Israel, classificando o confronto atual como uma “guerra sagrada e legítima”.
O anúncio ocorre no momento em que o Irã lançou o primeiro de seus chamados mísseis Khayber, tendo Tel Aviv como alvo, episódio que reforça a escalada militar na região e aumenta a preocupação internacional com a possibilidade de um conflito de maior proporção no Oriente Médio.

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