Energia global

Petrobras busca blindar consumidor brasileiro diante da alta do petróleo e da instabilidade geopolítica

Por Suzete Nocrato - Em 06/03/2026 às 3:38 PM

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A Petrobras acompanha com atenção os impactos da volatilidade no mercado internacional de energia. Foto: Agência Brasil

Com o petróleo atingindo US$ 90 por barril nesta sexta-feira, a Petrobras acompanha com atenção os impactos da volatilidade no mercado internacional de energia. A presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que a estratégia da estatal é evitar que as oscilações de preços no cenário global sejam automaticamente repassadas ao consumidor brasileiro. O tema foi destaque entre os questionamentos de analistas durante a conferência de resultados financeiros de 2025, realizada após a empresa anunciar lucro líquido de R$ 110,129 bilhões referente ao exercício do ano passado.

Ao comentar o cenário atual, a executiva ressaltou que a companhia trabalha para se manter preparada diante das fortes variações do preço do petróleo, intensificadas pela instabilidade geopolítica e pelas tensões envolvendo a guerra no Irã. — Sem dúvida, estamos vivendo um momento de alta instabilidade geopolítica no qual nossa preocupação é deixar a empresa preparada para qualquer cenário que ocorra no preço do petróleo. Se for US$ 85 ou US$ 55 temos que estar preparados. Começamos o ano passado com o petróleo superior a US$ 80 e terminamos com menos de US$ 60, chegando a US$ 59. E a companhia entregou seus resultados e mostrou ser resiliente o suficiente para enfrentar essa variação.

Segundo Magda Chambriard, a política de preços da Petrobras segue baseada na observação das paridades internacionais, mas sem transferir diretamente a volatilidade ao mercado doméstico. — Nossa política segue sólida. Observamos as paridades internacionais de petróleo sem repassar as volatilidades para o mercado interno. No ano passado, entregamos um ótimo resultado em relação a preços. Tenho recebido esta semana muitas perguntas em relação a isso. Vale a mesma coisa para quando cai e sobe. Continuamos importando e exportando o que precisamos.

A presidente também destacou que a companhia mantém foco em eficiência operacional, expansão da capacidade de refino e fortalecimento do caixa, buscando garantir estabilidade diante de diferentes cenários para o mercado global de energia. — Nossas refinarias continuam com sua capacidade de processamento crescendo. E nosso caixa continua objeto da nossa atenção. E queremos continuar a resiliência da companhia com redução de custo. Hoje estamos falando em US$ 85, há alguns dias falamos em US$ 55. E há quem fale em US$ 55 para o ano que vem. Estamos olhando todas as variáveis e condições, garantindo que a empresa esteja absolutamente preparada para enfrentar quaisquer desses cenários que se apresentem ao longo de 2026 e 2027.

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