Mapa Político
Com 18 estados em renovação, eleições de 2026 misturam favoritismo e indecisos rumo ao 1º turno
Por Julia Fernandes Fraga - Em 01/05/2026 às 12:02 AM

Rafael Fonteles, no Piauí; Ciro Gomes, no Ceará; Tarcísio de Freitas, em São Paulo; e João Campos, em Pernambuco, estão entre os nomes citados nas pesquisas recentes. Foto: Montagem
A corrida pelos governos estaduais 2026 começa a desenhar um cenário híbrido no país: enquanto alguns estados caminham para decisões ainda no primeiro turno, outros seguem marcados por um alto nível de incerteza — impulsionado, sobretudo, pelo volume expressivo de eleitores indecisos.
Levantamentos recentes indicam que ao menos seis unidades federativas apresentam condições para encerrar a disputa já na primeira etapa. Ainda assim, o dado que mais chama atenção não está apenas nas lideranças consolidadas, mas na margem ainda aberta do eleitorado.
Em alguns dos principais colégios eleitorais, a soma de indecisos, brancos e nulos chega a cerca de 40%, o que pode alterar significativamente o resultado final quando considerados apenas os votos válidos.
O pano de fundo dessa dinâmica é uma mudança estrutural no mapa político. Dos 27 governadores, 18 não poderão disputar a reeleição, o que amplia a disputa por sucessão, fragmenta palanques e abre espaço para rearranjos de forças em todo o país.
Favoritismo crescente
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com, em média, 47,8% das intenções de voto, em cenário que também inclui Fernando Haddad (PT), principal nome do campo governista federal no estado. A margem de erro mantém aberta a possibilidade de definição no 1º turno, mas a presença de Haddad impede uma leitura de disputa já encerrada.
No Piauí, o governador Rafael Fonteles (PT) aparece acima de 50% nos cenários testados, o que torna o estado um dos quadros mais favoráveis à reeleição.
Já em Santa Catarina, Jorginho Mello (PL) se aproxima desse patamar, mas ainda depende da conversão dos votos válidos para consolidar a chance de vitória antecipada.
Liderança forte X candidaturas competitivas
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) abre a disputa, mas enfrenta um ambiente de sucessão mais fragmentado, com nomes como Alexandre Ramagem, Rodrigo Neves, Marcelo Crivella e Washington Reis no radar político. A combinação entre liderança, dispersão dos adversários e alto índice de indecisos, brancos e nulos é o que sustenta a possibilidade de vitória já no primeiro turno.
Em Pernambuco, João Campos (PSB) aparece à frente, mas o cenário não pode ser lido sem a governadora Raquel Lyra (PL), que tem a máquina estadual e busca a reeleição. A vantagem do ex-prefeito do Recife é relevante, porém a disputa ainda passa pela capacidade de Lyra de reduzir distância e reorganizar o campo governista estadual.
Quaest em PE: João Campos lidera com 42% e Raquel Lyra alcança 34%
Ceará exige leitura própria
No Ceará, a disputa tem peso político nacional. Ciro Gomes (PSDB) aparece competitivo nos cenários testados, mas o quadro envolve também o governador Elmano de Freitas (PT) e a força eleitoral de Camilo Santana (PT), nome bem posicionado nos levantamentos recentes.
A leitura, portanto, não deve ser reduzida a uma vantagem numérica: trata-se de uma disputa entre capital político acumulado, estrutura estadual e influência federal.
Quaest expõe alto número de indecisos e mantém disputa pelo Governo do Ceará em aberto
Entre definição e incerteza
O avanço de possíveis vitórias em primeiro turno ocorre em paralelo a um ciclo de renovação política nos estados. A impossibilidade de reeleição em 18 estados cria um ambiente de maior competitividade, com disputas abertas e menor previsibilidade em parte relevante do país. Ao mesmo tempo, nove chefes de Executivo ainda têm a possibilidade de buscar a reeleição, o que ajuda a explicar a presença de cenários mais consolidados em alguns locais.
A fotografia atual indica que o 1º turno pode ser mais decisivo em 2026 do que em ciclos anteriores — mas não de forma homogênea. Se, por um lado, há estados com tendência clara de definição antecipada, por outro, o volume elevado de indecisos mantém aberto o espaço para reconfigurações até a reta final da campanha.
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