Comércio global

Brasil deve liderar cota de exportação de carne bovina do Mercosul para a União Europeia

Por Suzete Nocrato - Em 09/03/2026 às 10:41 AM

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O Brasil ficará com 42,5% da cota destinada ao Mercosul. Foto: Divulgação

O Brasil deverá concentrar a maior parcela da cota de exportação de carne bovina prevista no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, consolidando sua posição de destaque na cadeia global de proteína animal. Um entendimento firmado entre entidades representativas do setor agropecuário e da indústria da carne nos países do bloco definiu a divisão proporcional do volume destinado aos exportadores sul-americanos.

Pelo arranjo estabelecido, o Brasil ficará com 42,5% da cota destinada ao Mercosul, seguido por Argentina (29,5%), Uruguai (21%) e Paraguai (7%). A divisão foi definida em um acordo empresarial firmado em 2004, ainda antes da conclusão das negociações comerciais entre Mercosul e União Europeia. O entendimento foi celebrado por associações representativas da cadeia da carne e do setor agropecuário dos países do bloco.

O entendimento estabelece que a distribuição da cota europeia entre os países do Mercosul deve seguir o peso relativo das exportações de cada país para o mercado internacional de carne bovina.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia prevê uma cota anual de 99 mil toneladas de carne bovina com tarifa reduzida para o bloco sul-americano. Desse total, 55 mil toneladas são destinadas à carne bovina fresca ou refrigerada, enquanto 44 mil toneladas correspondem à carne congelada, com tarifa de importação de 7,5%, inferior à tarifa atualmente aplicada pela União Europeia para importações fora da cota. A implementação do volume ocorrerá de forma gradual ao longo de seis anos, até atingir o limite total previsto.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada para a União Europeia têm oscilado nos últimos anos, com volumes mensais geralmente entre 3 mil e 7 mil toneladas, embora haja picos recentes acima desse patamar.

Em termos de valor, os embarques variam entre US$ 20 milhões e US$ 50 milhões mensais, também com registros recentes superiores a esse intervalo, refletindo a valorização internacional da proteína bovina e a crescente demanda global pelo produto brasileiro.

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