Cenário eleitoral

Datafolha aponta Haddad, Alckmin e Simone Tebet na liderança da disputa ao Senado por São Paulo

Por Suzete Nocrato - Em 11/03/2026 às 3:37 PM

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento Simone Tebet. Foto: Montagem

Uma nova pesquisa Datafolha revela os primeiros movimentos da corrida pelas duas vagas do Senado por São Paulo, apontando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra do Planejamento Simone Tebet (MDB) entre os principais nomes na disputa. O levantamento também indica que possíveis candidatos ligados ao campo progressista apresentam desempenho superior, neste momento, aos representantes da direita paulista.

Entre os nomes associados ao campo conservador, o deputado Guilherme Derrite (PP) — que foi secretário da Segurança Pública no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) — aparece como o candidato mais competitivo até agora. O estudo foi realizado entre 3 e 5 de março, com 1.608 entrevistas distribuídas em 71 municípios do estado de São Paulo, ouvindo eleitores com 16 anos ou mais.

Segundo o instituto, a margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seguindo os critérios exigidos pela legislação eleitoral para divulgação de levantamentos sobre intenção de voto.

O levantamento foi realizado antes de Fernando Haddad anunciar que deixará o Ministério da Fazenda para disputar algum cargo nas eleições de outubro. Apesar de ter demonstrado resistência inicial, o ministro deve atender ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou precisar de Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes contra o atual governador Tarcísio de Freitas.

Nos bastidores partidários, os nomes ainda não foram oficialmente definidos, mas a tendência é que o campo da esquerda tenha Simone Tebet (MDB) como candidata ao Senado ao lado de Marina Silva (Rede), enquanto a direita deve apostar em Guilherme Derrite e em um segundo nome ainda em discussão dentro do grupo do PL ligado à família do ex-presidente preso, Jair Bolsonaro.

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