tensão no golfo

EUA dizem que navegação no Estreito de Ormuz será restabelecida

Por Redação - Em 12/03/2026 às 3:19 PM

Chris Wright, Secretário Dos Eua

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que a retomada da circulação de navios pode ocorrer nas próximas semanas

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que o Estreito de Ormuz deverá ser reaberto, mesmo diante da escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita em entrevista à CNN, em meio ao bloqueio da rota marítima considerada estratégica para o comércio mundial de petróleo.

Segundo Wright, restabelecer a navegação na região é um objetivo central das operações conduzidas pelos EUA. Para ele, a reabertura da passagem é necessária para eliminar o que classificou como uma ameaça recorrente do Irã à segurança do transporte marítimo internacional.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, o que o torna um dos pontos mais sensíveis da logística global de energia.

Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, ataques a embarcações e advertências militares iranianas provocaram forte redução no tráfego marítimo na região. Dados de segurança marítima indicam que o movimento de navios caiu drasticamente, com dezenas de embarcações aguardando autorização ou desviando suas rotas para evitar riscos.

A interrupção das operações no estreito elevou as preocupações sobre o fornecimento global de petróleo e contribuiu para a alta das cotações da commodity, que voltou a se aproximar de US$ 100 por barril em meio à instabilidade geopolítica.

Apesar do cenário de tensão, o secretário norte-americano afirmou que a retomada da circulação de navios pode ocorrer nas próximas semanas, indicando que o bloqueio não deve se prolongar por um período extenso.

A situação no Estreito de Ormuz é vista por analistas como um dos principais focos de risco para a economia global, já que qualquer interrupção prolongada na rota pode afetar diretamente o abastecimento de energia e os preços internacionais do petróleo.

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