Crise energética

União Europeia pede à ONU medidas para liberar exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz

Por Redação - Em 16/03/2026 às 8:55 AM

Alta Representante Da União Europeia Para Os Negócios Estrangeiros E A Política De Segurança, Kaja Kallas.

O pedido foi apresentado pela chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, ao secretário-geral da ONU, António Guterres

A União Europeia solicitou apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) para viabilizar a retomada das exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O pedido foi apresentado pela chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, ao secretário-geral da ONU, António Guterres, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

Segundo a representante europeia, o objetivo é buscar uma iniciativa internacional que permita restabelecer o fluxo de petróleo pela região, possivelmente inspirada em mecanismos já usados em outros conflitos para garantir o transporte de produtos essenciais, como o acordo que permitiu a saída de grãos da Ucrânia durante a guerra.

A preocupação da UE está ligada ao impacto global do bloqueio da passagem marítima. O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao mercado internacional e é responsável pelo escoamento de grande parte do petróleo produzido por países do Oriente Médio. Interrupções na rota têm potencial para provocar forte volatilidade nos preços da energia e afetar cadeias de abastecimento.

Autoridades europeias alertam que a crise não ameaça apenas o fornecimento de combustível. A instabilidade também pode comprometer o comércio de fertilizantes, o que elevaria os riscos para a produção agrícola e poderia gerar problemas de segurança alimentar em escala global.

A situação ganhou destaque nas discussões entre ministros das Relações Exteriores da União Europeia, que avaliam medidas diplomáticas e de segurança para garantir a navegação na região. O objetivo do bloco é evitar que o conflito amplie ainda mais os impactos no mercado internacional de energia e nas cadeias logísticas globais.

Analistas apontam que qualquer solução dependerá de coordenação internacional, já que o estreito é considerado um dos pontos mais sensíveis para o transporte de petróleo no mundo. Enquanto as negociações avançam, o mercado permanece atento ao risco de novas interrupções no fluxo de energia.

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