POLÍTICA NACIONAL

Articulação no STF busca reconfigurar regime de Bolsonaro após internação e agrava debate jurídico

Por Suzete Nocrato - Em 17/03/2026 às 10:20 AM

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O ex-presidente Jair Bolsonaro está internado em hospital em Brasília com quadro de broncopneumonia. Foto: Terra

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificaram, nos últimos três dias, uma articulação junto a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de viabilizar a concessão de prisão domiciliar. O movimento ocorre enquanto o ex-mandatário permanece internado em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia e chegou a permanecer na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)..

Bolsonaro está hospitalizado no DF Star desde que passou mal na última sexta-feira, 13/3, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, onde cumpre prisão.

De acordo com interlocutores, parlamentares e aliados políticos têm buscado contato direto com integrantes da Corte para expor o quadro clínico e sustentar que a condição de saúde justificaria a mudança no regime de cumprimento da pena. Entre os nomes envolvidos nas conversas estão o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Nos bastidores, há o reconhecimento de que a decisão caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo, embora interlocutores também tenham procurado outros magistrados, como Gilmar Mendes, em uma tentativa de ampliar o diálogo institucional.

A estratégia, segundo fontes próximas ao ex-presidente, é apresentar o agravamento do quadro de saúde como elemento central para uma eventual revisão da medida cautelar. O argumento levado aos ministros é que Bolsonaro desenvolveu pneumonia enquanto estava detido na unidade militar, o que evidenciaria a necessidade de acompanhamento médico contínuo. Reservadamente, aliados confirmam ter feito contatos para “sensibilizar” integrantes da Corte diante da situação clínica. Procurados, os ministros preferiram não se manifestar.

No Supremo, entretanto, há avaliações distintas. Fontes da Corte admitem que pode haver espaço para a concessão da domiciliar, mas ponderam que o episódio também pode ser interpretado como indicativo de atendimento adequado, uma vez que o ex-presidente foi prontamente encaminhado ao hospital. Paralelamente, a defesa prepara um novo pedido formal de prisão domiciliar humanitária.

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