economia espacial
Tecnologia brasileira embarca na missão Artemis II e reforça presença do país na corrida espacial
Por Redação - Em 16/04/2026 às 10:31 AM

Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen usaram um equipamento que funciona como um relógio de alta precisão voltado à pesquisa científica
A participação do Brasil na nova corrida espacial ganhou um marco relevante com a missão Artemis II, da Nasa. Um dispositivo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) foi utilizado pelos astronautas durante o voo ao redor da Lua, consolidando a presença da ciência nacional em uma das iniciativas mais ambiciosas da exploração espacial contemporânea.
O equipamento, conhecido como actígrafo, funciona como um relógio de alta precisão voltado à pesquisa científica. Diferente de dispositivos comerciais, ele foi projetado para monitorar variáveis fisiológicas essenciais dos astronautas, como padrões de sono, atividade corporal e exposição à luz ao longo da missão.
Desenvolvido na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, o projeto foi coordenado pelo professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia. O dispositivo é utilizado no pulso e permite registrar dados contínuos sobre o funcionamento do organismo humano em ambientes sem o ciclo natural de dia e noite, uma das principais dificuldades das missões espaciais.
A tecnologia tem papel estratégico na segurança da tripulação. Ao acompanhar o ritmo circadiano dos astronautas, os dados coletados ajudam equipes médicas a ajustar rotinas de descanso e trabalho, reduzindo riscos de fadiga e falhas operacionais durante a missão.
O desenvolvimento do equipamento contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e posteriormente foi aprimorado para aplicação prática, incluindo produção em escala por empresa especializada. Hoje, a solução já é utilizada também em áreas como neurociência e saúde pública, demonstrando sua versatilidade além do ambiente espacial.
A presença dessa tecnologia na Artemis II reforça o potencial da ciência brasileira em projetos de fronteira e evidencia o papel crescente do país na economia espacial, setor que movimenta bilhões de dólares e tende a ganhar relevância nas próximas décadas.
Mais do que um avanço simbólico, o uso do dispositivo brasileiro em uma missão lunar aponta para um cenário em que pesquisa acadêmica, inovação tecnológica e cooperação internacional passam a caminhar de forma integrada, levando soluções desenvolvidas no país a operar diretamente no espaço.
Mais notícias
varejo alimentar

![[set] Banners Dinheiro Na Mão 830x110px](https://www.portalin.com.br/wp-content/uploads/2026/01/set-banners-dinheiro-na-mao-830x110px.png)
























