Mercados financeiros

Bank of America eleva projeção do Ibovespa para 210 mil pontos e mantém recomendação de compra

Por Redação - Em 23/04/2026 às 9:50 AM

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A nova projeção indica potencial de valorização adicional de cerca de 8,8% em relação ao nível recente do índice

O Ibovespa pode encerrar 2026 em um patamar mais elevado do que o previsto anteriormente. O Bank of America revisou sua estimativa para o principal índice da bolsa brasileira de 180 mil para 210 mil pontos, mantendo recomendação de compra para o mercado acionário do país.

A nova projeção indica potencial de valorização adicional de cerca de 8,8% em relação ao nível recente do índice, que girava próximo de 192 mil pontos.

Segundo o banco, a revisão reflete a capacidade dos mercados latino-americanos de continuar atraindo fluxo de capital estrangeiro, mesmo diante de um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas. A expectativa é que esse movimento se intensifique caso haja redução dessas tensões, com impacto positivo sobre inflação e juros globais.

Nesse contexto, o Brasil aparece como a principal aposta do banco entre os emergentes. A instituição projeta que a taxa básica de juros pode recuar para 13,25% em 2026 e 12,5% em 2027, abrindo espaço para melhora gradual das condições financeiras das empresas.

A estimativa também considera crescimento relevante dos lucros corporativos. O banco projeta avanço de 27% no lucro por ação das empresas brasileiras em 2026 e de 20% em 2027, embora ressalte que esses números podem ser revistos caso os juros permaneçam elevados por mais tempo.

Apesar do viés positivo, o relatório aponta fatores de risco. As ações brasileiras já não são consideradas baratas em termos de valuation, e o cenário eleitoral adiciona incerteza ao mercado. Além disso, o desempenho do índice tem sido concentrado em poucos setores — especialmente petróleo, responsável por quase um terço da alta recente.

Como estratégia, o banco recomenda atenção à rotação setorial. Em um ambiente de queda de juros e inflação, empresas mais sensíveis ao crédito tendem a se valorizar. Já em cenários de maior instabilidade global, setores ligados a commodities e serviços públicos podem continuar liderando o desempenho.

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