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“Gold Card” de Trump tem primeiro aprovado em meio a fila de milionários

Por Redação - Em 26/04/2026 às 12:01 AM

Trump Gold Card

O “Gold Card” surge como uma tentativa de reposicionar os Estados Unidos no mercado global de imigração por investimento

O programa de visto “Gold Card”, criado pelo governo de Donald Trump para atrair investidores estrangeiros de alta renda, começa a sair do papel, mas ainda em ritmo lento. Apesar da promessa de arrecadar bilhões de dólares, apenas 1 candidato foi aprovado até agora, segundo o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick.

A iniciativa permite que estrangeiros obtenham residência legal nos Estados Unidos mediante o pagamento mínimo de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) ao governo, além de uma taxa de inscrição de US$ 15 mil (aproximadamente R$ 75 mil). O modelo é apresentado como uma alternativa mais rápida ao tradicional green card, com foco em atrair capital e talentos de alto nível.

Apesar da baixa quantidade de aprovações até o momento, a demanda inicial indica potencial de escala. O governo chegou a divulgar que o programa movimentou cerca de US$ 1,3 bilhão (aproximadamente R$ 6,5 bilhões) em interesse e vendas preliminares poucos dias após o lançamento, em dezembro de 2025. No entanto, o processo de análise tem sido rigoroso, com verificação detalhada de antecedentes e critérios de elegibilidade, o que explica a fila de centenas de candidatos ainda em avaliação.

Além da versão individual, o programa também prevê modalidades corporativas. Empresas podem patrocinar profissionais estrangeiros por meio do chamado “Corporate Gold Card”, com exigência de aporte de até US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões), além de taxas adicionais e encargos de manutenção.

Do ponto de vista econômico, o governo americano aposta que a iniciativa pode gerar receitas bilionárias e fortalecer a atração de capital estrangeiro, em um cenário de competição global por grandes fortunas. A proposta também dialoga com mudanças mais amplas na política migratória dos EUA, que buscam combinar controle mais rígido com incentivos direcionados a investidores de alta renda.

Por outro lado, o programa enfrenta questionamentos jurídicos e críticas de especialistas, que apontam o risco de priorizar riqueza em detrimento de critérios tradicionais como qualificação profissional ou contribuição social. Ainda assim, o “Gold Card” surge como uma tentativa de reposicionar os Estados Unidos no mercado global de imigração por investimento, segmento já explorado por países europeus e caribenhos.

Mesmo com apenas 1 aprovação até agora, o volume de interessados e o potencial de arrecadação indicam que o programa pode se tornar uma nova frente econômica relevante, caso consiga superar entraves regulatórios e acelerar o processo de concessão de vistos.

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