Corrida presidencial

Ciro Nogueira aponta que terceira via é “impossível” enquanto Lula e Bolsonaro estiverem vivos

Por Julia Fernandes Fraga - Em 28/04/2026 às 10:01 AM

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Senador piauiense e presidente do PP esteve em debate na Esfera Brasil com as presidentes do PSOL e do Podemos. Foto: Reprodução/Instagram

O senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), declarou na segunda-feira (27) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possui condições plenas para vencer a próxima eleição presidencial, desde que adote uma postura de centro e moderada.

Durante evento do grupo Esfera Brasil, em São Paulo, o dirigente alertou que o foco em pautas da “extrema-direita” e o alinhamento com discursos conspiratórios internacionais podem ser fatais para a candidatura.

O risco do “discurso dos EUA”

Nogueira criticou especificamente a participação de Flávio naConservative Political Action Conference (CPAC), no Texas, onde o parlamentar acusou o governo Biden de interferência no Brasil. Para o líder do PP, esse tipo de retórica afasta o eleitor necessário para vencer a disputa.

“É uma eleição que vai ser definida na margem de erro. Não pode errar. Ele tem tudo para ganhar se unir o país, mas perde se for falar apenas para a extrema-direita”, advertiu Ciro.

Inviabilidade da terceira via

O dirigente reforçou sua tese de que a política brasileira permanece estritamente bipolarizada. Segundo ele, enquanto Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) forem as figuras centrais, não há vácuo político para uma terceira via.

Ciro Nogueira chegou a comparar a dupla a Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

Ele também abordou o “voto por rejeição”, no qual o eleitor flutua entre os dois polos para derrotar o lado oposto, eliminando chances de nomes alternativos.

Os 13% que decidem

De acordo com pesquisas citadas pelo senador piauiense, o grupo que realmente define o pleito representa 13% do eleitorado. Este contingente está concentrado em Minas Gerais e São Paulo, possui perfil conservador de centro e busca propostas de futuro, ignorando discussões sobre o 8 de janeiro ou revanchismos.

Escândalo do Banco Master

Questionado sobre o impacto das investigações envolvendo o Banco Master na eleição, Nogueira minimizou o caso. Para ele, o escândalo dificilmente será atribuído diretamente a Lula ou Flávio, tornando-se um ruído secundário diante da economia e da imagem de unificação que os candidatos conseguirem projetar.

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